Padrasto incendia casa e menina é resgatada de colchão em chamas em Nioaque
Padrasto foi detido após incendiar imóvel onde a enteada de sete anos foi resgatada de colchão em chamas
Um homem foi detido em flagrante na noite do último domingo (8) em Nioaque, cidade a 190 quilômetros de Campo Grande, sob suspeita de atear fogo na residência onde estavam sua companheira e a enteada, uma menina de sete anos. A criança precisou ser resgatada por policiais militares enquanto estava sobre um colchão em chamas, e tanto ela quanto a mãe receberam atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por inalar fumaça, sendo posteriormente liberadas.
A Polícia Militar atendeu a ocorrência após uma denúncia sobre o incêndio no imóvel e, ao chegarem, os agentes encontraram a casa já consumida pelas chamas e o suspeito do lado de fora, com comportamento agressivo. Foi necessário algemá-lo para garantir a segurança dos policiais e das vítimas, enquanto militares entraram na residência, localizaram a menina em uma cama cujo colchão estava em combustão e a retiraram para um local seguro, resgatando também a mulher sem ferimentos graves.
Com baldes e mangueiras, os próprios policiais começaram a combater o fogo até a chegada de reforços, enquanto a Defesa Civil atuou para resfriar as paredes e evitar um novo incêndio. A mulher relatou aos policiais que o homem havia feito ameaças durante todo o dia e, em determinado momento, agrediu a criança, com o desentendimento entre o casal sendo apontado pela polícia como a causa do início do fogo.
Mesmo durante o atendimento médico na UPA, o suspeito continuou com seu comportamento agressivo, ameaçando a profissional de saúde que o assistia, e o registro policial apontou que ele teria “proferido palavras intimidatórias” contra a médica.
Após passar por exame de corpo de delito, o homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde permaneceu preso em flagrante, sendo autuado por ameaça, lesão corporal no contexto de violência doméstica, vias de fato e incêndio, com a Polícia Civil esclarecendo que não há indícios de tentativa de feminicídio e que o caso segue sob investigação.


