Show de Bad Bunny no Super Bowl desperta orgulho latino e reações políticas
A apresentação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl realizado neste domingo (8) dominou as conversas nas redes sociais e despertou um forte sentimento de identidade regional. Termos como “Benito”, “Super Bowl” e “América” figuraram entre os assuntos mais comentados na plataforma X durante a manhã desta segunda-feira (9), refletindo o impacto cultural do evento.
O repertório foi executado integralmente em espanhol pelo artista, reforçando as raízes latinas no palco de um dos maiores eventos esportivos globais. A única exceção linguística ocorreu durante a participação de Lady Gaga, que cantou em inglês uma reedição em ritmo de salsa da faixa “Die With a Smile”, fruto de sua parceria com Bruno Mars.
O encerramento do espetáculo trouxe uma manifestação política sutil, marcada pela citação nominal de todos os países do continente. Bad Bunny utilizou o bordão associado a Donald Trump para “abençoar a América”, mas posicionou estrategicamente os Estados Unidos e o Canadá como os últimos da lista, em um ato que evitou menções diretas ao serviço de imigração americano.
A performance gerou reações na esfera política, com Donald Trump classificando o show como “terrível” em publicação na rede Truth Social. O presidente descreveu o momento como a “pior apresentação de todos os tempos”, contrastando com a celebração virtual que exaltou a união latino-americana e destacou que “a única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor”.

