Atestado de óbito aponta que corretora de imóveis morreu com tiro na cabeça
O laudo pericial referente ao falecimento da corretora de imóveis Daiane Alves dos Santos, de 43 anos, indica que o óbito foi provocado por um disparo de arma de fogo na região cefálica, resultando em traumatismo cranioencefálico. A liberação do corpo ocorreu na terça-feira pela Polícia Técnico-Científica de Goiás e o sepultamento está previsto para ocorrer em Uberlândia, Minas Gerais.
Felipe de Alencar, responsável pela defesa do síndico Cléber Rosa de Oliveira, confirmou a confissão do cliente às autoridades sobre a utilização de armamento letal contra a vítima. O advogado ressaltou que o suspeito colabora com o inquérito policial, embora o laudo técnico ainda não tenha sido anexado formalmente aos autos do processo judicial.
As autoridades policiais apontam o gestor predial como único indivíduo com motivação e meios para a execução do crime, o que fundamentou sua prisão temporária. Maicon Douglas de Oliveira, filho do zelador, também se encontra detido sob a suspeita de ter atuado para obstruir o trabalho investigativo e atrapalhar o andamento das apurações.
Os restos mortais da vítima foram localizados em 28 de janeiro em avançado estado de decomposição após um desaparecimento que durou cerca de 40 dias. A condição biológica do cadáver exigiu que a identificação fosse realizada exclusivamente por meio da análise da arcada dentária, única matriz disponível para a extração segura de material genético.
Investigações preliminares indicam que o homicídio foi motivado por desavenças profissionais iniciadas quando a corretora se mudou para o edifício e assumiu a administração de seis unidades. Esses imóveis pertencem à família da vítima e anteriormente eram geridos pelo suspeito, mudança que gerou conflitos recorrentes entre as partes envolvidas.
Câmeras de segurança registraram a última imagem de Daiane às 19h do dia 17 de dezembro, momento em que ela desceu ao subsolo para verificar uma interrupção no fornecimento de energia elétrica em seu apartamento. Uma vizinha utilizou o mesmo elevador às 19h08 sem notar anormalidades, o que leva a polícia a concluir que o ataque ocorreu nesse curto intervalo de tempo.
A vítima portava um aparelho celular e filmava a situação enquanto se dirigia ao quadro de força após notar que apenas sua unidade estava sem luz. O desligamento proposital da energia de condôminos era uma conduta atribuída frequentemente ao síndico e o registro dessa ação pode ter desencadeado o atrito fatal.

