Ministro do STJ determina prisão do rapper Oruam por falhas em tornozeleira

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O ministro do Superior Tribunal de Justiça Paciornik revogou sua própria decisão que, em setembro do ano passado, permitiu que o rapper Oruam deixasse a prisão com uso de tornozeleira eletrônica e determinou sua prisão.

Relatório de monitoramento

Conforme relatório de monitoramento recebido pelo ministro, a tornozeleira registrou 28 interrupções de sinal no período de 43 dias entre setembro e novembro do ano passado, informação que fundamentou a determinação de revogação da medida cautelar.

A autorização anterior para a saída do equipamento eletrônico havia sido concedida em setembro do ano passado, condicionada ao monitoramento eletrônico, e foi revista após a análise dos registros de funcionamento do dispositivo.

Acusações e investigação

Oruam é investigado pela polícia do Rio de Janeiro por associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal, delitos que constam das apurações em curso.

De acordo com as investigações, em julho do ano passado o rapper e outros acusados tentaram impedir a polícia do Rio de Janeiro de cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente apontado como um dos seguranças pessoais dos chefes da facção Comando Vermelho.

Oruam é filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que está preso em uma penitenciária federal, informação que integra o contexto das apurações.

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