PRF apreende 625 kg de antimônio sem nota fiscal na BR-262, em Corumbá
A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 625 quilos de antimônio transportados sem documentação fiscal na BR-262, em Corumbá, na tarde de sábado, 31 de janeiro de 2026.
A carga estava em uma van prata que fazia transporte regular de passageiros e encomendas entre Corumbá e Campo Grande. A abordagem ocorreu por volta das 15 horas, no km 708 da rodovia, em frente à Unidade Operacional da PRF, segundo a corporação.
Durante a vistoria no compartimento de bagagens, os policiais encontraram 25 sacos lacrados, todos sem rótulo ou identificação do conteúdo. O volume e a ausência de informações levantaram suspeita da equipe.
Questionado, o motorista afirmou que transportava uma encomenda e disse que o material seria uma amostra de minério. Ele não apresentou nota fiscal. No veículo havia apenas um documento simples em papel, emitido pela empresa de transporte, com identificação do remetente.
A equipe da PRF entrou em contato com o remetente, que confirmou que o material era antimônio. Ele informou aos policiais que o mineral havia sido adquirido na Bolívia, sem qualquer documentação fiscal ou desembaraço aduaneiro. Disse ainda que pretendia comercializar o antimônio com fabricantes de baterias no Brasil.

Cada saco continha cerca de 25 quilos do mineral, totalizando aproximadamente 625 quilos. Diante da irregularidade, toda a carga foi apreendida.
O material foi encaminhado à Receita Federal de Corumbá, que ficará responsável pelos procedimentos administrativos e fiscais cabíveis, conforme informou a PRF.
Antimônio entrou no país sem desembaraço aduaneiro
Segundo a legislação brasileira, a entrada de minerais estrangeiros no país exige documentação fiscal e liberação da Receita Federal. A ausência desses requisitos caracteriza infração administrativa e pode gerar sanções ao responsável pela carga.
O que é o antimônio e para que o mineral é usado
O antimônio é um elemento químico metálico, de coloração prateada, classificado como semimetal. Ele é extraído a partir de minérios naturais e usado principalmente em processos industriais.
Uma das aplicações mais comuns do antimônio é na fabricação de baterias, especialmente em ligas metálicas usadas em baterias de chumbo-ácido, que equipam veículos e sistemas de energia de reserva. O mineral aumenta a resistência mecânica das placas internas e melhora a durabilidade do equipamento.

O antimônio também é empregado como retardante de chama. Ele é incorporado a plásticos, tecidos, borrachas e materiais de construção para reduzir a propagação do fogo. Por esse motivo, é utilizado em componentes elétricos, revestimentos automotivos e produtos eletrônicos.
Na indústria metalúrgica, o antimônio é usado para endurecer ligas de chumbo, estanho e cobre. Essas ligas são aplicadas na fabricação de soldas, rolamentos, cabos e peças que exigem maior resistência ao desgaste.
O mineral ainda tem uso na produção de semicondutores, vidros especiais e pigmentos. Em menores proporções, também aparece em medicamentos e produtos químicos industriais, sempre sob controle técnico rigoroso.
A comercialização do antimônio no Brasil depende de origem comprovada, documentação fiscal e regularização aduaneira. A importação sem esses requisitos é considerada irregular e sujeita a apreensão e penalidades administrativas.
