Morte do cão Orelha em Florianópolis motiva atos em diversas capitais brasileiras
Ativistas e defensores da causa animal realizam série de protestos após agressão fatal contra cachorro comunitário
A morte de Orelha, um cão comunitário que vivia na Praia Brava, em Florianópolis, desencadeou uma onda de manifestações em todo o Brasil. O animal, que tinha cerca de dez anos e era cuidado por moradores locais, foi vítima de agressões no dia 4 de janeiro e precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte devido à gravidade dos ferimentos.
O caso gerou forte comoção e mobilizou a sociedade civil sob a hashtag “justiça por Orelha”. A Polícia Civil investiga quatro adolescentes suspeitos de envolvimento no crime, que foi oficialmente denunciado às autoridades em 16 de janeiro. Além de cobrar respostas para este episódio específico, os atos pedem o fim da impunidade em casos de violência contra animais.
Um grupo já havia se reunido na última quinta-feira (29) em frente ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina, exibindo cartazes com pedidos de prisão para torturadores de animais. A mobilização continua neste fim de semana com uma agenda extensa em diferentes estados.
Programação dos atos
Brasília recebe uma caminhada neste sábado (31), com concentração marcada para as 16h ao lado do Parkdog da 104 do Sudeste. A maior parte das manifestações, no entanto, está agendada para o domingo (1º). Confira os locais e horários confirmados:
- São Paulo: Encontro às 10h no vão livre do Masp, na avenida Paulista.
- Rio de Janeiro: Concentração no Aterro do Flamengo, em frente ao monumento dos Pracinhas, seguida de caminhada até Copacabana. Outro ato ocorre às 16h em Copacabana, na altura do posto 2.
- Belo Horizonte: Reunião às 10h na Feira Hippie, com ponto de encontro na rua Guajajaras.
- Salvador: Ato programado para as 8h no Farol da Barra.
- Fortaleza: Duas manifestações previstas. Às 9h30 na avenida Beira Mar (frente ao antigo Boteco Bar) e às 16h em frente ao aterro do Ideal Clube.
- Natal: Mobilização a partir das 15h na praça da Árvore de Mirassol.
- Belém: Ato às 9h na praça da República, diante do Teatro da Paz.
- Florianópolis: Novo protesto às 9h no trapiche da Beira Mar.
Legislação e canais de denúncia
A prática de maus-tratos é crime no Brasil, regido por lei federal. A Lei Sansão, sancionada em 2020, aumentou a pena para crimes de violência contra cães e gatos, estabelecendo reclusão de dois a cinco anos. A punição pode ser agravada entre um sexto e um terço se a agressão resultar na morte do animal.
Cidadãos que presenciarem situações de violência devem acionar a Polícia Militar ou registrar boletim de ocorrência em delegacias da Polícia Civil. Para auxiliar nas investigações, recomenda-se reunir o maior número possível de provas, além de informações sobre o animal e os responsáveis pelos maus-tratos.

