Justiça mantém prisão de cantor João Lima por suspeita de violência doméstica

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Decisão judicial confirmou a detenção preventiva do músico nesta segunda-feira após audiência de custódia realizada na capital paraibana

A Justiça da Paraíba determinou a manutenção da prisão preventiva do cantor João Lima após a realização de uma audiência de custódia nesta segunda-feira (26). O artista foi encaminhado para a Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecida popularmente como presídio do Roger, localizada em João Pessoa.

O cumprimento da ordem judicial ocorreu após o cantor se apresentar voluntariamente na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no centro da capital. A prisão foi decretada oficialmente no domingo (25), fundamentada em suspeitas de violência doméstica contra a ex-esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante.

As autoridades agilizaram o processo investigativo após a repercussão de vídeos nas redes sociais no sábado (24), que mostram o cantor agredindo a vítima. Diante das evidências e da denúncia formalizada à Polícia Civil, foi concedida uma medida protetiva de urgência em favor de Raphaella.

A defesa do acusado é conduzida pelo advogado Alberdan Coelho, que informou aguardar acesso integral aos autos do processo para emitir um posicionamento oficial sobre as acusações. A equipe jurídica antecipou que pretende protocolar um pedido de habeas corpus até esta terça-feira (27) na tentativa de libertar o músico.

Raphaella Brilhante relatou à TV Cabo Branco que o comportamento violento começou precocemente na relação, com as primeiras agressões ocorrendo ainda na lua de mel, cinco dias após a cerimônia de casamento realizada em novembro. As imagens de câmeras de segurança que motivaram a prisão registraram um episódio de violência no dia 18 deste mês.

A influenciadora detalhou como o comportamento do ex-marido evoluiu de um suposto cuidado para um monitoramento abusivo. “O que eu estava achando que era ciúme, que era normal, na verdade já era controle. Ele era muito ciumento. Eu não podia ir à academia sozinha, tinha que estar com a minha mãe”.

O controle excessivo se estendia às atividades cotidianas e horários da vítima, conforme o relato de Raphaella. “Se eu fosse só, eu tinha que avisar a hora que eu chegava, quando eu estava indo, quando eu estava lá, quando eu saía, se eu passasse mais que uma hora na academia, ele começava a dizer que eu estava fazendo alguma coisa de errado, começava a brigar comigo”.

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