Campo Grande oferece métodos contraceptivos gratuitos na rede municipal
Rede municipal de saúde em Campo Grande disponibiliza anticoncepcionais e métodos definitivos sem custo, com atendimento inicial nas unidades de saúde e avaliação clínica
Mulheres e homens podem acessar gratuitamente métodos contraceptivos na rede pública de Campo Grande, com opções que vão de preservativos e pílulas a DIU, implante subdérmico, laqueadura e vasectomia. A oferta ocorre pelo SUS no município e exige consulta e avaliação clínica antes do início do uso, seguindo critérios definidos para o planejamento sexual e reprodutivo.
A Secretaria Municipal de Saúde Pública (SESAU) orienta que a porta de entrada é a unidade de saúde da família, onde ocorre o primeiro atendimento com a equipe, principalmente enfermeiros e médicos. Nessa consulta, a pessoa informa o método de preferência e recebe orientações sobre alternativas disponíveis e os próximos passos do cuidado.
Francielly Rosiani da Silva, enfermeira e gerente de Saúde da Mulher da Secretaria de Estado de Saúde (SES), descreve como ocorre a conversa no atendimento. “Durante a consulta, a mulher é orientada, fala sobre o desejo dela em relação ao método e recebe todas as informações: os prós, os contras, como funciona o procedimento e quais documentos são necessários”, explica a enfermeira e gerente de Saúde da Mulher da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Francielly Rosiani da Silva.
A SESAU reforça que a decisão sobre qual método utilizar parte da mulher, mas a liberação depende de avaliação clínica e de critérios como idade, histórico de saúde e planos reprodutivos. A análise busca reduzir riscos e orientar o uso mais adequado para cada caso, já que os métodos podem ter efeitos colaterais e cada organismo responde de forma diferente.
A enfermeira Alecsandra Fernandes da Silva, da área técnica de Saúde da Mulher, destaca que o processo precisa considerar requisitos e pré-condições clínicas definidos pelo sistema de saúde. “A escolha é da mulher, mas precisa passar por avaliação clínica […] É necessário estabelecer critérios e pré-requisitos. A consulta e o planejamento sexual e reprodutivo precisam considerar a idade, o histórico de saúde e a existência de doenças”, explica a enfermeira Alecsandra Fernandes.
Entre os métodos mais recentes com oferta ampliada no município estão o DIU e o implante subdérmico (Implanon), disponíveis desde 2025 e ainda em expansão, conforme a SESAU. Alecsandra Fernandes contextualiza a política pública por trás da distribuição. “A distribuição faz parte da política de planejamento sexual e reprodutivo e segue critérios definidos pelo Ministério da Saúde, pelo governo estadual e pelo município”, explica.
O implante subdérmico pode ser indicado para adolescentes e mulheres em idade fértil até os 49 anos, conforme critérios do Ministério da Saúde, e a indicação depende da análise de benefícios e riscos feita na atenção primária. Em 2025, Campo Grande ampliou a oferta tanto do DIU quanto do implante, com recebimento da primeira remessa do Implanon em novembro e capacitação dos profissionais em dezembro, de acordo com a SESAU.
O município registrou maior procura pelos métodos entre adolescentes, segundo a SESAU. A SES relaciona a ampliação do acesso à queda do percentual de gravidez na adolescência, de 14,92% para 12,65%, no período entre 2022 e 2025.
Na rede pública, a lista de métodos oferecidos gratuitamente inclui preservativos internos e externos, contraceptivos orais e injetáveis, DIU de cobre e DIU hormonal, implante subdérmico (Implanon) e métodos definitivos como laqueadura e vasectomia. A pílula de emergência consta entre os contraceptivos orais e é destinada a situações como violência sexual, relação não consentida ou risco de gravidez, conforme a descrição do serviço.
Onde encontrar?
Para acessar o implante subdérmico em Campo Grande, a oferta está disponível nas seguintes unidades: USF Coophavilla II, USF Estrela do Sul, USF Oliveira, USF Iracy Coelho, USF Tiradentes, USF Paulo Coelho, USF Moreninhas, USF José Abrão, USF Universitário, USF Noroeste, USF São Conrado, USF Nova Lima, USF Serradinho, USF 26 de Agosto, USF Jardim Presidente, USF Batistão, USF Paradiso, USF Santa Emília, USF Nova Bahia e Centro de Formação Portal Caiobá (CF Portal Caiobá). Também há encaminhamento possível ao Centro de Especialidades Médicas II (CEM II).
A inserção do DIU ocorre no Centro de Formação Iracy Coelho (CF Iracy Coelho), Centro de Formação Nova Lima (CF Nova Lima), CF Portal Caiobá, USF Ana Maria do Couto, USF Botafogo, USF Coophavilla II, USF Coronel Antonino, USF Cristo Redentor, USF Estrela do Sul, USF Jardim Presidente, USF Jardim Batistão, USF Jardim Noroeste, USF Jardim Paradiso, USF José Tavares, USF Los Angeles, USF Macaúbas, USF Mario Covas, USF Moreninha III, USF Nova Bahia, USF Paulo Coelho, USF Santa Emília, USF Serradinho, USF Silvia Regina, USF São Conrado, USF Sírio Libanês, USF Tiradentes, USF Universitário e no CEM II.
Nos casos de laqueadura e vasectomia, o fluxo começa na USF e segue para atendimento no CEM II, conforme a orientação do serviço. A vasectomia também é realizada no Centro do Homem, segundo as informações reunidas pelas secretarias de saúde.

