Escola municipal sofre vandalismo por três crianças no interior de MS

Escola municipal sofre vandalismo por três crianças no interior de MS

Vandalismo deixou salas e secretaria cobertas de tinta e com equipamentos danificados, e a prefeitura afirma que mantém o início das aulas para fevereiro.

Uma escola municipal no assentamento Mutum, em Santa Rita do Pardo, foi depredada na tarde de domingo (18) por três crianças de 8, 9 e 11 anos. O prédio ficou com tinta espalhada, pichações e equipamentos atingidos, enquanto a prefeitura informou que as equipes já fazem limpeza e manutenção para que o ano letivo comece no início de fevereiro.

O caso foi registrado na Polícia Civil como dano qualificado contra o patrimônio público. O diretor soube do ocorrido depois que o pai de duas das crianças enviou uma mensagem contando que as filhas e um vizinho “fizeram uma zona na escola”.

O pai relatou que notou a ausência das meninas e foi procurá-las. Ao se aproximar do colégio, ouviu barulhos vindos do interior do prédio. A entrada, conforme o registro, teria ocorrido por uma janela basculante, mas o grupo não conseguiu sair pelo mesmo local, e os pais precisaram ir até a escola para buscá-los.

O que foi danificado dentro da escola

Imagens feitas no local mostram um cenário de desordem em salas de aula e na secretaria. Havia tinta colorida espalhada, papéis picados e materiais escolares destruídos. Também foram registradas pichações com frases ofensivas e desenhos obscenos nas paredes, inclusive em áreas com decorações de Natal que ainda estavam no prédio.

Entre os itens atingidos, computadores, teclados e uma impressora de grande porte receberam jatos de tinta e ficaram danificados.

Como isso afeta alunos e famílias

A administração municipal informou que a previsão é manter o calendário escolar, com início das aulas no começo de fevereiro. Em nota, a prefeitura afirmou que as equipes de limpeza e manutenção já trabalham para recuperar o ambiente e evitar impacto no cronograma.

  • Início das aulas previsto para o início de fevereiro, conforme o planejamento informado pela prefeitura.
  • Providências no prédio com limpeza e manutenção em andamento para permitir o retorno das atividades.

O que acontece com crianças envolvidas

Como os envolvidos têm menos de 12 anos, a legislação os define como crianças. Isso significa que não respondem por crimes, e sim por atos infracionais. Nessa situação, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê medidas de proteção, que podem incluir acompanhamento pelo Conselho Tutelar e encaminhamento para serviços de orientação.

Quem paga pelos prejuízos

No aspecto financeiro, a responsabilidade pelos danos pode recair sobre os pais ou responsáveis legais. O Código Civil prevê que os pais respondem civilmente pela reparação de prejuízos causados por filhos menores.

A prefeitura informou que os equipamentos eletrônicos danificados fazem parte de um contrato de locação, o que pode agilizar a substituição por meio do seguro ou pela empresa responsável pelo serviço.

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andorinha vandalismo em escola municipal

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