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Quem completa 65 anos em 2026 pode se aposentar pelo INSS, mas regras exigem atenção

Veja como pedir aposentadoria pelo INSS em 2026, conheça as regras por idade, transições, cálculos e dicas para garantir um benefício maior.

Brasileiros que completam 65 anos em 2026 podem estar próximos de solicitar a aposentadoria pelo INSS, mas a concessão do benefício não ocorre automaticamente com o alcance da idade.

O direito depende do tempo de contribuição registrado e da regra previdenciária aplicada, que pode variar entre a regra definitiva e diferentes normas de transição ainda válidas após a Reforma da Previdência.

Desde a mudança nas regras, o sistema previdenciário passou a operar com critérios permanentes e mecanismos transitórios destinados a quem já contribuía antes da reforma. Em 2026, essas alternativas continuam em vigor e podem alterar tanto o momento da aposentadoria quanto o valor final do benefício.

Regra permanente da aposentadoria por idade segue válida em 2026

A aposentadoria por idade mantém, em 2026, os critérios definitivos estabelecidos após a reforma. Para os homens, o direito exige o cumprimento de 65 anos de idade e pelo menos 20 anos de contribuição ao INSS. Para as mulheres, a idade mínima é de 62 anos, com exigência de 15 anos de contribuição.

aposentadoria inss3 aposentadoria pelo INSS

Quem completa 65 anos em 2026, mas não alcançou o tempo mínimo de recolhimento, não pode se aposentar pela regra geral, mesmo tendo atingido a idade exigida. Nesses casos, a alternativa pode estar nas regras de transição, desde que o histórico contributivo permita o enquadramento.

Regras de transição continuam disponíveis para quem já contribuía

Segurados que já faziam contribuições antes da Reforma da Previdência podem utilizar regras de transição, que em alguns cenários se mostram mais vantajosas do que a regra definitiva. Em 2026, essas modalidades seguem ativas e possuem critérios próprios.

Na regra da idade progressiva, a exigência aumenta gradualmente a cada ano. Em 2026, os homens precisam atingir 64 anos de idade e 35 anos de contribuição. As mulheres devem alcançar 59 anos de idade e 30 anos de contribuição. Essa regra continuará elevando a idade mínima até alcançar o limite permanente.

Outra possibilidade é a regra do sistema de pontos, que considera a soma da idade com o tempo de contribuição. Em 2026, os homens precisam atingir 103 pontos, respeitando o mínimo de 35 anos de contribuição. Para as mulheres, são exigidos 93 pontos, com no mínimo 30 anos de recolhimento. Esse sistema também sofre acréscimo anual de um ponto.

A regra do pedágio de 50 por cento se aplica a quem, em 2019, estava a até dois anos da aposentadoria por tempo de contribuição. Nessa modalidade, não há exigência de idade mínima, mas o segurado precisa cumprir um tempo adicional correspondente a metade do período que faltava. Conforme as normas do INSS, o valor do benefício sofre aplicação do fator previdenciário.

Já a regra do pedágio de 100 por cento exige que o trabalhador cumpra o dobro do tempo que faltava para se aposentar em 2019. Embora mais rigorosa, essa alternativa costuma resultar em cálculo mais vantajoso do valor final do benefício, conforme as regras vigentes.

Cálculo do valor da aposentadoria considera todo o histórico salarial

O valor da aposentadoria em 2026 segue o modelo estabelecido após a reforma. O INSS calcula a média de 100 por cento dos salários de contribuição do segurado. A partir dessa média, o benefício inicial corresponde a 60 por cento do valor apurado.

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Há acréscimo de dois pontos percentuais para cada ano de contribuição que exceder o tempo mínimo exigido. Para os homens, o adicional começa após 20 anos de contribuição. Para as mulheres, após 15 anos. Quanto maior o período de recolhimento, maior tende a ser o valor mensal da aposentadoria.

O que verificar antes de pedir a aposentadoria em 2026

Especialistas recomendam que quem completa 65 anos em 2026 faça uma análise prévia antes de solicitar o benefício. É fundamental conferir o tempo total de contribuição registrado no CNIS, verificar se há períodos sem registro ou salários lançados de forma incorreta e simular qual regra gera o melhor valor, não apenas a concessão mais rápida.

Em muitos casos, aguardar alguns meses para completar mais tempo de contribuição pode resultar em aumento significativo do valor do benefício, conforme as regras de cálculo do INSS.

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