Assessor de Rodrigo Bacellar é exonerado do cargo na Alerj

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O assessor Rui Bulhões, chefe de gabinete do então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, teve o cargo formalmente extinto nesta terça-feira por decisão do presidente em exercício da Casa, Guilherme Delaroli.

A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da Alerj e ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Unha e Carne por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

Na ofensiva, a Polícia Federal cumpriu mandados em ao menos dois endereços ligados à investigação, entre eles a residência de Bulhões e a do próprio Bacellar, como parte das diligências autorizadas pelo ministro do STF.

A ação levou à prisão do desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, Macário Ramos Júdice Neto, alvo da fase deflagrada hoje, e seguiu com a transferência do investigado ligado ao caso principal.

O superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Fábio Galvão, contextualizou a movimentação e o apoio recebido no andamento da operação.

“Estamos promovendo agora à noite a transferência do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, para presídio federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes. As investigações continuam visando apurar o fato em toda a sua extensão”

Segundo a investigação, a PF trabalha com a hipótese de que o desembargador tenha vazado informações sigilosas para integrantes do âmbito político investigado, eventualmente favorecendo comunicações sobre ações anteriores que resultaram na prisão do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva.

Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, foi preso em 3 de setembro de 2025, acusado de atuar como braço político e operador financeiro da facção Comando Vermelho, e responde por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção e negociação de armas, além de usar o mandato para beneficiar a organização criminosa.

No início de dezembro, com base em mensagens interceptadas no aparelho de TH Joias, o STF determinou também a prisão do então presidente da Alerj. Bacellar chegou a permanecer detido por cinco dias e foi solto após a revogação da prisão promovida pela própria Assembleia, apresentando em seguida pedido de licença do cargo.

Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, Bacellar permanece sujeito a medidas cautelares, entre as quais o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar, proibição de comunicação com outros investigados, suspensão do porte de arma e a entrega do passaporte.

A exoneração do chefe de gabinete integra o desdobramento institucional e administrativo das medidas conduzidas pela Polícia Federal e autorizadas pelo Supremo, conforme os atos oficiais publicados pela Alerj e os comandos judiciais relacionados ao inquérito em curso.

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