Insumo químico apreendido na fronteira de Corumbá renderia 75 toneladas de cocaína
A carga de 75 toneladas de acetato de etila apreendida nesta segunda-feira (8) em Corumbá teria capacidade para produzir o mesmo volume de cocaína pura. A estimativa foi divulgada pela Receita Federal e pela Polícia Federal após a análise técnica do material interceptado na fronteira com a Bolívia.
O produto é considerado um “solvente nobre” no mundo do crime e serve para transformar a pasta base no pó branco final vendido aos usuários.

De acordo com os peritos, os traficantes utilizam uma proporção média de um litro do produto químico para processar cada quilo da droga pronta para consumo. Com base nesse cálculo, o insumo retido pelas forças de segurança permitiria o refino de aproximadamente 75 toneladas de cloridrato de cocaína, a versão de alta qualidade do entorpecente.
A ação integrada visa justamente quebrar a cadeia produtiva e gerar prejuízo financeiro às organizações criminosas antes que o produto entre no mercado.
Combate ao tráfico
O controle rígido desses precursores nas regiões de fronteira tornou-se uma ferramenta essencial no enfrentamento ao crime organizado.
Segundo as autoridades, a cocaína não pode ser fabricada sem esses componentes específicos, o que torna a fiscalização em cidades como Corumbá um ponto estratégico para atuar na origem do problema e impedir que toneladas de entorpecentes cheguem às ruas brasileiras ou sigam para o exterior.
