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Pedido de vistas adia julgamento que pode abrir vaga na Alems para suplente de Corumbá

Julgamento do TSE decide futuro do deputado Lucas de Lima. Caso envolve cassação de mandato por mudança partidária do PDT para o PL.

O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode dar início à cassação do mandato do deputado estadual Lucas de Lima (PDT) foi adiado nesta quinta-feira (11), após o ministro André Mendonça pedir vistas do processo. O caso envolve uma disputa jurídica sobre a troca de partido feita por Lucas, e tem como pano de fundo a possibilidade de a corumbaense Glaucia Iunes, suplente da legenda, assumir a vaga na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

Antes da interrupção, o relator Antônio Carlos Ferreira já havia proferido voto contrário ao recurso apresentado pelo parlamentar. Ele manteve a decisão anterior que impediu a troca de partido, revertendo a autorização que Lucas havia conquistado no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS). Com o pedido de vistas, o julgamento foi suspenso e deve ser retomado até o dia 4 de setembro, com prazo sendo estendido por 30 dias, sem contar o recesso do judiciário, prazo esse que era o dia 4 de agosto da atual pauta na Corte.

Além dos votos já proferidos, ainda devem se posicionar no plenário os ministros Carmen Lúcia, Isabel Gallotti e Kássio Nunes Marques. O recurso julgado trata da tentativa do deputado de manter o mandato mesmo após sua desfiliação do PDT, partido pelo qual foi eleito. A legenda, no entanto, contesta a saída e reivindica a vaga de volta.

O impasse começou quando o deputado estadual chegou a obter autorização do TRE-MS para deixar o PDT e se filiar ao PL. Com a decisão provisória, ele chegou a migrar de legenda, mas acabou deixando o novo partido após o TSE suspender os efeitos da autorização. A partir disso, Glaucia Iunes acionou a Justiça Eleitoral, solicitando que a cadeira ocupada por Lucas de Lima fosse declarada vaga por infidelidade partidária.

O processo que envolve o nome de Glaucia ainda está no TRE-MS e aguarda a definição do TSE. A suplente chegou a pedir tutela de urgência, com o argumento de que a legenda é titular da vaga, mas a solicitação foi negada. O juiz Carlos Alberto Almeida de Oliveira Filho, responsável pelo caso, informou que só tomará uma decisão após o desfecho do julgamento no tribunal superior.

Se a Corte mantiver a proibição da troca partidária, o TRE-MS deverá então julgar o mérito do pedido de Glaucia. Caso a suplente tenha êxito, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) poderá convocá-la para assumir o mandato. No entanto, Lucas de Lima ainda poderá recorrer ao próprio TSE caso perca no tribunal regional. O mesmo direito caberá à suplente, caso seu pedido seja negado.

A justificativa apresentada por Lucas de Lima ao solicitar a saída do partido foi a de discriminação política interna. Ele alegou que sua pré-candidatura à prefeitura de Campo Grande não teve apoio da sigla, o que teria motivado o pedido de desfiliação.

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andorinha Alems

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