Descaso do Governo Federal, leva servidores da Receita em Corumbá a pedir exoneração

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Corumbá (MS)- Oito servidores da Receita Federal em Corumbá, que ocupam cargos de auditores-fiscais e Analistas Tributários, pediram exoneração dos cargos que ocupam nesta quarta-feira, 22 de dezembro.

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Os servidores atuam em cargos de confiança e chefia como delegados e chefes do órgão tributário que atuam na região da fronteira em Corumbá.

A decisão segue ainda, ações semelhantes que ocorrem em toda extensão de atuação da Receita Federal no Brasil.

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De acordo com nota divulgada pelo órgão, o pedido de exoneração em massa, visa engrossar o número de Auditores-Fiscais e Analistas Tributários que, cientes de suas responsabilidades e do grau de complexidade de suas tarefas, assim como dos crescentes resultados positivos decorrentes da dedicação e qualidade do trabalho realizado em suas equipes, encontram-se cada vez mais perplexos com o descaso com a classe e com o órgão por parte do Governo Federal.

No ofício enviado à imprensa no início da tarde desta quarta-feira, os servidores deixam claro que o descaso do Governo Federal com a categoria, se estende também a questões remuneratórias, onde, fica evidente a falta de isonomia de tratamento com relação a outras categorias e pela demora na regulamentação do bônus de eficiência (acordado em 2016 e afiançado recentemente pelo atual governo), o que revela desprestígio institucional incompatível com a importância da Receita Federal do Brasil, despertando um profundo sentimento de indignação.

Por fim, o comunicado afirma que os sucessivos cortes orçamentários por que passa o órgão e o longo período de 7 (sete) anos sem concursos públicos, vem dificultando sobremaneira o trabalho dos servidores lotados em unidades de fronteira que se encontram em um estado de profundo descaso, o que afeta diretamente no controle aduaneiro realizado pelo órgão.

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A categoria alega que o Fisco sofreu corte de verbas para garantir reajuste a policias e que o governo Bolsonaro descumpriu acordo de pagamento de bônus.

O Ministério da Economia disse que não vai se manifestar.

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