Em visita a MS, Dória destaca força do agronegócio e diz que governadores evitaram o pior na pandemia

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Pré-candidato às prévias do PSDB esteve em Campo Grande nesta sexta-feira / Foto: Kisie Ainoã
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O governador do Estado de São Paulo e pré-candidato tucano à presidência em 2022, João Doria, fez discurso em que se coloca como uma terceira via para o pleito que acontece em pouco mais de um ano e apostou na temática do agronegócio para conquistar o apoio sul-mato-grossense para as prévias do PSDB.

Atualmente a sigla conta com quatro pretensos candidatos à presidência: além de Doria, o governador gaúcho Eduardo Leite, o ex-senador amazonense Arthur Virgílio e o senador cearense Tasso Jereissati. Doria foi um dos primeiros a despontar.

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Contudo, ele acabou sofrendo desgaste após embates com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na maneira de combater a pandemia. O principal trunfo do paulista é a Coronavac, primeira vacina a ser usada no Brasil contra a covid e fabricada pelo instituto ligado ao Governo do Estado de São Paulo, o Butantan.

Porém, durante a coletiva de imprensa feita nesse começo de noite em Campo Grande, dando início a sua visita à cidade para abrir as tratativas para a disputa das prévias do partido, ele preferiu dar ênfase a pautas em comum que os dois estados possuem.

Doria, com o microfone, ao lado dos caciques tucanos Beto Pereira, Reinaldo, Paulo Corrêa e de Paula (Foto: Kisie Ainoã)

“Há muitas pautas de Mato Grosso do Sul que são em comum com as pautas de São Paulo. São dois estados muito ligados. Uma delas é que precisamos resolver a pauta tributária do agronegócio, implantando uma política de renovação de máquinas agrícolas”, frisa.

Doria ainda aponta que a ampliação da malha ferroviária no Estado é essencial para o escoamento da safra com maior competitividade no mercado – e, por muitos anos, os Sul-mato-grossenses compartilharam a Noroeste do Brasil com os paulistas.

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“Tudo isso nos une”, finaliza o governador paulista, que só a partir de então abriu a caixa de ferramentas contra possíveis adversários nas urnas no ano que vem. “Se eu for o vencedor [das prévias], vamos trabalhar nesse campo do centro democrático, entre Lula e Bolsonaro. Entre o terror e o horror”, dispara.

Em seguida, Doria fez questão de relembrar que em eleições anteriores já derrotou o PT e aproveitou o ensejo para comentar sobre a gestão de Bolsonaro. Para ele, quem protegeu o país e evitou que a situação piorasse ainda mais foram os governadores. “Como governador, eu comprei vacina, e não cloroquina”.

Disputa interna

Já sobre as prévias, Doria encara a situação com naturalidade e revela confiança em seu discurso. “Essa é a terceira prévia que vou disputar. Venci as outras duas [prefeitura de São Paulo e depois Governo]. Sou filho das prévias, e elas engrandecem o partido e valorizam o debate”.

João Doria ainda diz que escolheu Mato Grosso do Sul para começar sua jornada das prévias tucanas por respeitar e admirar o governador Reinaldo Azambuja – que ao seu lado e Eduardo Leite, são os três únicos chefes de Executivo estadual da sigla.

Finalizando sua fala, Doria também comentou que gosta de boas disputas, que elas o estimulam, motivam e o animam. “Sempre fiz o que meu pai me ensinou, sigo honesto e vou em direção ao povo. Vou vencer as prévias com os meus programas de governo que serão discutidos e elaborados durante elas”, declara.

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