Ex-delegado é condenado a 20 anos de prisão pela execução de boliviano em Corumbá

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Corumbá (MS)- 20 anos e 10 meses de prisão. Essa foi a pena estabelecida pela justiça a Fernando Araújo da Cruz Júnior, ex-titular da Daji (Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e do Idoso) de Corumbá e agora condenado pela execução de Alfredo Rangel Weber um cidadão de nacionalidade boliviana.

O crime ocorreu em fevereiro de 2019, quando a vítima que já havia sido esfaqueado pelo delegado durante uma festa na Bolívia, seguia para atendimento médico no lado brasileiro.

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A ambulância que transportava a vítima foi interceptada pelo autor na rodovia Ramão Gomez, que liga os dois países e executou o boliviano a tiros. O tribunal do júri ocorreu nesta quarta-feira (23), no Fórum de Corumbá com a participação do júri, defesa e promotoria. Já o acusado que está preso em uma cela da Polícia Civil da Capital acompanhou o julgamento por vídeo conferência em Campo Grande.

Caso

O boliviano Alfredo foi esfaqueado em uma festa e depois socorrido, sendo levado de ambulância para Corumbá. Então, o delegado interceptou a ambulância e o matou a tiros antes de chegar ao hospital. Mas Fernando, achando que não havia testemunhas do crime, foi pego de surpresa quando foi informado pelo investigador da Polícia Civil, Emmanuel Contis, de que a irmã da vítima estava na ambulância e viu o assassinato.

Em meio a toda a trama do homicídio, testemunhas foram coagidas sendo uma delas o motorista da ambulância, que teve como advogada a mulher de Fernando, Silvia. No entanto, o que o casal não esperava era que policiais bolivianos e até um promotor usassem de chantagem para extorquir os dois, com pedido de R$ 100 mil para que não implicassem o delegado ao assassinato.

Na tentativa de encobrir os rastros do crime até execuções dos policiais e delegados que estavam investigando o caso foi arquitetada por Fernando e Emmanuel, que informava ao delegado todos os passos das investigações.

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Tráfico x Minotauro

O delegado ainda estaria ligado ao tráfico de drogas, já que ele e a mulher estariam em contato com Fernando Limpias, que já havia trabalhado para Adair José Belo conhecido como ‘Belo’ e para Sérgio de Arruda Quintiliano, o Minotauro, que foi preso em Santa Catarina, no dia 4 de abril.

Fernando Limpias estaria comprando fazendas, com pista de pouso, na Bolívia para o transporte de drogas e estava à procura de ‘parcerias’. Silvia, então, teria oferecido a ‘parceira’ através da logística de reabastecimento dos aviões. Nas conversas com o traficante é perceptível o domínio do assunto tanto pelo delegado como por sua mulher. A defesa do delegado negou as acusações sobre envolvimento com o tráfico de drogas.

Assim, Fernando e Emmanuel foram presos em 29 de março, em ação da DEH (Delegacia Especializada de Homicídios) e Garras (Delegacia Especializada em Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros).

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