Mato Grosso do Sul tem 8 dos criminosos mais importantes na lista da Interpol

You are currently viewing Mato Grosso do Sul tem 8 dos criminosos mais importantes na lista da Interpol
  • Post author:
  • Post category:Cidades

Assassinatos, tortura, tráfico de drogas. Estes são alguns dos crimes cometidos por brasileiros nascidos em Mato Grosso do Sul que passaram a integrar a lista da Interpol – Organização Internacional da Polícia Criminal – onde estão 7.666 dos mais procurados do mundo.

Nomes que vão parar na lista da Interpol, em geral, referem-se a pessoas com mandados de prisão em aberto – julgadas ou não por seus crimes – que podem ser presos por qualquer força policial dos 190 países que integram a organização, fundada em 1923 e sediada em Lyon, na França. No Brasil, a Polícia Federal é a representante da organização e responsável pela comunicação dos foragidos.

PUBLICIDADE

Ao todo, a lista tem 92 brasileiros, conforme o levantamento mais recente. Destes, 8 são sul-mato-grossenses – a maioria de Ponta Porã, a 346 quilômetros da Capital, na região da fronteira com o Paraguai. A região é fronteira seca do país e tornou-se corredor do tráfico de drogas e de armas, por onde entram maconha, cocaína e armamento, que municiam o tráfico nos maiores centros urbanos do país. Todavia, os mandados de prisão pelos quais os procurados são considerados foragidos podem ter sido emitidos por outros Estados.

Na lista dos 8 sul-mato-grossenses estão: Ramão Anacleto Brites Davalo, de Aral Moreira; Marcela Pavão Palácios, de Campo Grande; Maria Ivonete, de Bandeirantes; e, de Ponta Porã, Jacinto Mareco Argelho, Carlos Alberto, Paulino Mário Soares Rezende, Juanil Miranda Lima e Marcial Adario Acosta.

Conhecidos

O procurado mais famoso dessa lista, é Juanil Miranda Lima, acusado de associação criminosa e assassinatos. Ele é considerado foragido desde o homicídio de Matheus Coutinho de 20 anos, morto com tiros de fuzil em frente da sua casa, em Campo Grande. O assassinato aconteceu por um erro do pistoleiro que estava na companhia de seu comparsa, José Moreira Freires, que também integrava a lista da Interpol – ele deixou de figurar entre os mais procurados após a sua morte, durante confronto com a polícia em 2020.

Também na lista, Marcela Pavão – conhecida como “Loira” e que já chegou a ser presa em 2015, em Ponta Porã – fazia parte de uma quadrilha de traficantes que também praticava assaltos e furtos. No caso citado, além de Marcela, foram presos Cézar da Silva, de 37 anos, Célia Garcia Aquino, 28, vulgo Japa; Eliete Alfonso Wider, 28, vulgo “Gorda”; Arnaldo Cuevas, 20; Valdecir de Jesus Ocampos, 18; Ricardo Aparecido Belgamo, 34, vulgo “Nego”; Daniel Raimundo Gomes Siqueira, 33; Maria José Oliveira Siqueira, 61; e Fábio Ribas Camargo, de 24 anos.

Já Marcial Adario Acosta é procurado por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele é apontado, segundo investigações, como liderança no tráfico internacional de entorpecentes envolvendo a Bolívia, Paraguai e Peru. Ele responde a processos na Justiça Federal do Rio Grande do Sul. O restante dos nomes da lista é procurado por crimes como tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Lista nacional

Além da famosa lista da Interpol, o Brasil também dispõe de sua própria relação de foragidos. trata-se da Lista de Procurados Nacional, organizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, e que reúne criminosos com mandados de prisão em aberto, a partir de metodologia elaborada pelo Ministério.

Segundo a pasta federal, para atender aos critérios de integrar a lista brasileira, algumas premissas são necessárias, além do mandado de prisão em aberto: os criminosos precisam ter envolvimento em crimes graves e violentos; participação direta ou indireta em organização criminosa; não constar na Lista da Interpol (Difusão Vermelha); dentre outras. Todavia, vale lembrar que Juanil Miranda consta em ambas.

A Ministério destaca que os indivíduos da Lista de Procurados Nacional “são perigosos e de alto risco”, recomendando-se “o acionamento das forças policiais para efetuarem as prisões” (colaborou Guilherme Cavalcante).