Polícia acha na casa de suspeito preso celular com fotos da chacina de Itajá

Telefone é da mulher do homem preso suspeito de ser o mentor do crime.
Agora, são 2 os presos por envolvimento na matança das cinco mulheres.

Telefone apreendido contém imagens das vítimas e da chacina ocorrida em Itajá  (Foto: Felipe Gibson/G1)
Telefone apreendido contém imagens das vítimas e da chacina ocorrida em Itajá (Foto: Felipe Gibson/G1)

Policiais civis apreenderam um aparelho celular que contém imagens da chacina e das cinco mulheres mortas na madrugada da quarta-feira (15) dentro de um prostíbulo na cidade de Itajá, distante 200 quilômetros de Natal. Ao G1, o delegado Normando Feitosa revelou que o telefone pertence à mulher do homem que foi preso na manhã desta sexta-feira (17) em Macaíba, apontado como o mentor da chacina.

As imagens que estão no telefone mostram retratos das vítimas e também fotos dos corpos. “O fato de as imagens estarem no celular da mulher podem não dizer nada, mas também podem significar muita coisa. Há algum interesse dela ou mesmo do próprio marido nesta história. E isso nós também vamos descobrir”, ressaltou o delegado.
O celular, ainda de acordo com Normando, será encaminhado para perícia no Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), em Natal.
Prisões
O suspeito preso nesta manhã em Macaíba foi detido ao se apresentar na delegacia da cidade. “Ele foi intimado a comparecer à DP por conta de uma queixa de violência doméstica. Contudo, como já tínhamos em mãos um mandado contra ele no caso da chacina, assim que ele chegou recebeu voz de prisão”, explicou o delegado. Esta foi a segunda prisão referente ao caso. Na noite desta quinta (16), um homem foi preso em Itajá também apontado como suspeito de envolvimento na chacina.

Em Macaíba, policiais civis fazem buscas na residência do suspeito de ser o mentor da chacina (Foto: Felipe Gibson/G1)
Em Macaíba, policiais civis fazem buscas na residência do suspeito de ser o mentor da chacina (Foto: Felipe Gibson/G1)

A chacina
A chacina aconteceu na madrugada da quarta-feira (15) no município de Itajá. Quatro homens armados e encapuzados entraram no local onde funcionava um prostíbulo e efetuaram os disparos. As cinco mulheres que estavam na casa foram mortas com tiros na cabeça. Dois corpos foram encontrados em uma sala, outros dois na cozinha e a quinta vítima foi morta no banheiro de uma suíte. Não havia clientes no prostíbulo no momento do crime.

Foram mortas Patrícia Regina Nunes, de 37 anos, natural de Natal (dona do prostíbulo), Antônia Francisca Bezerra Vicente, de 32 anos, natural de Upanema, e Maria da Conceição Pedrosa, de 21 anos, Maria Daiane Batista, de 20 anos e Cássia Rayane Santiago Silva, de 17 anos, naturais de Assu. As vítimas foram reconhecidas por familiares no Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep).

Patrícia Regina Nunes (dona do estabelecimento), Cássia Rayane Santiago Silva, Maria Daiane Batista e Antônia Francisca Bezerra Vicente são quatro das cinco vítimas (Foto: Divulgação/PM)
Patrícia Regina Nunes (dona do estabelecimento), Cássia Rayane Santiago Silva, Maria Daiane Batista e Antônia Francisca Bezerra Vicente são quatro das cinco vítimas (Foto: Divulgação/PM)

Investigação
Para o delegado Ernani Leite, que também faz parte da comissão e que iniciou as investigações, apenas uma das mulheres, a dona do prostíbulo, seria o verdadeiro alvo dos criminosos. “A princípio, as outras foram executadas como queima de arquivo, para que não restassem testemunhas”, ressaltou. “Uma das mulheres, que foi morta com um tiro de espingarda calibre 12 no rosto, provavelmente era o alvo”, acrescentou o delegado, se referindo a Patrícia Nunes.

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