Festival América do Sul retoma seu papel de integrar os povos fronteiriços

Reunião definiu detalhes do FASP que acontece em agosto (Foto: Divulgação)
Reunião definiu detalhes do FASP que acontece em agosto (Foto: Divulgação)

Corumbá (MS)- O novo formato do Festival América do Sul, que passa a agregar a marca Pantanal a partir desta 12ª edição, não envolverá apenas a prefeitura como parceira na organização e a comunidade corumbaense, vai além, ao resgatar o princípio da palavra integração transfronteiriça com os irmãos latinos, sobretudo bolivianos e paraguaios. O evento, de 20 a 22 de agosto, também valorizará os artistas regionais e a mão de obra local de Corumbá.

A vice-prefeita e presidente da Fundação de Cultura do Pantanal, Márcia Rolon, participou de reunião na secretaria estadual de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação, no final da tarde desta sexta-feira, 17, e adiantou que a programação está fechada com enfoque no processo de construção na linha imaginária que divide os povos latinos, colocando Corumbá como centro dos debates e definição de políticas de efetiva integração cultural.

Márcia realçou que o grande diferencial da nova edição do festival é a participação efetiva da prefeitura, que criou uma comissão organizadora formada por uma equipe da gestão municipal e também de empresários e instituições, como a UFMS (Campus Pantanal) e o Sesc. A parceria do município com o governo do Estado garantiu a realização do tradicional evento, mesmo em período de escassez de recursos.

“O grande mote do festival será a palavra integração”, disse a vice-prefeita e presidente da Fundação de Cultura. “Teremos a volta dos seminários discutindo a cultura e o turismo da região, a economia criativa, a cidade e a comunidade; além de cursos de capacitação, o quebra-torto, com maior participação dos irmãos fronteiriços e uma mostra de curtas produzidos por gente nossa, da região”, acrescentou.

A programação, segundo Márcia Rolon, será distribuída por vários pontos de Corumbá e também acontecerá em Ladário e nas cidades bolivianas de Puerto Quijarro e Puerto Suarez. Os seminários serão realizados na unidade da UFMS do Porto Geral, enquanto os cursos, no Moinho Cultural Sul-Americano. A área portuária também será integrada ao grande circuito de manifestações abrigando eventos no Teatro de Arena.

A reunião da organização do FASP prolongou-se por mais de duas horas e contou com a participação do secretário estadual de Cultura, Turismo, Empreendedorismo e Inovação, Athayde Nery, junto com a secretária adjunta Andréa Freire e o superintendente da Fundação de Cultura, José Francisco Ferrari, o Zito.

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