A dengue segue como uma ameaça à saúde pública em Mato Grosso do Sul. O boletim da Secretaria Estadual de Saúde (SES), divulgado nesta quarta-feira (17), aponta para 14 mortes confirmadas pela doença no estado desde o início do ano. O número é preocupante, já que se iguala à quantidade de óbitos ainda em investigação, que aguardam confirmação laboratorial.
As duas últimas vítimas fatais da doença foram mulheres: uma de 91 anos, residente em Amambai, e outra de 74 anos, moradora de Ponta Porã. A análise do perfil das vítimas revela que a maioria dos óbitos por dengue em Mato Grosso do Sul neste ano se concentra entre homens e idosos.
No entanto, a doença também não poupou crianças, com bebês de 1 ano e 3 meses entre as vítimas fatais.
Fronteira em alerta
As regiões de fronteira com o Paraguai e áreas próximas concentram o maior número de casos e mortes por dengue no estado. As cidades de Coronel Sapucaia, Juti, Chapadão do Sul, Aral Moreira e Costa Rica lideram a triste estatística de incidência da doença, com 40 municípios no total em situação de alerta, segundo o boletim da SES.
Chikungunya em alta
Embora não tenha registrado óbitos até o momento, a chikungunya também apresenta números preocupantes em Mato Grosso do Sul. O boletim da SES aponta para 4.093 casos prováveis da doença, um recorde na última década. Em 2023, o estado registrava 3.475 casos sob investigação, enquanto em anos anteriores o número sequer chegava a 700 por ano.
Medidas de prevenção
Diante do cenário preocupante, as autoridades sanitárias reforçam a importância das medidas de prevenção contra a dengue e a chikungunya. A eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão das doenças, é fundamental.
Recomendações:
Mantenha caixas d’água tampadas;
- Elimine água parada em recipientes;
- Limpe as calhas com frequência;
- Utilize repelente contra mosquitos;
- Procure atendimento médico em caso de sintomas como febre, dor de cabeça, dores musculares e articulares, náuseas e vômitos.