Serviço do SUS amplia atendimento remoto de saúde mental para mulheres em Mato Grosso do Sul
Mulheres de Mato Grosso do Sul que vivem ou já passaram por situações de violência podem receber atendimento psicológico gratuito e remoto pelo SUS. O serviço permite até dez sessões por ciclo e está disponível diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, sem necessidade de deslocamento até uma unidade de saúde.
O atendimento faz parte do Acolhe Mais, iniciativa do Ministério da Saúde que disponibiliza até 100 mil teleatendimentos mensais em todo o país. Também podem utilizar o serviço mães, tias, avós, irmãs e outras mulheres que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras.
Após o cadastro, a equipe responsável entra em contato em até 24 horas para que a usuária escolha o dia e o horário da consulta. As sessões são realizadas por psicólogas capacitadas para o atendimento remoto e identificação de situações que exijam outros encaminhamentos.
Mulheres atendidas por causa de violência passam, no primeiro contato, por uma avaliação das principais necessidades, da rede de apoio disponível e de possíveis situações de risco. Encerradas as dez sessões, um novo ciclo pode ser iniciado quando houver indicação para continuidade do acompanhamento.
Quando o caso exigir atendimento permanente na rede pública, a paciente poderá ser encaminhada para um Centro de Atenção Psicossocial ou outro serviço de saúde disponível no município. O acompanhamento remoto continua sendo oferecido pelo Ministério da Saúde onde a rede local não conseguir absorver a demanda.
Solicitação é feita pelo Meu SUS Digital
O acesso começa pelo Meu SUS Digital, na área de miniaplicativos, onde está disponível a opção “Acolhe Mais + – Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”. Depois do cadastro, a usuária é direcionada à plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS para informar em qual público atendido pelo programa se enquadra.
As consultas funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. O Ministério da Saúde mantém o serviço disponível em todos os estados desde agosto, após uma fase inicial voltada a mulheres em situação de violência no Recife e no Rio de Janeiro.
Situações que apresentem risco imediato não ficam restritas ao atendimento psicológico remoto e são direcionadas aos serviços de emergência. Casos graves que não exijam intervenção imediata também podem ser encaminhados para atendimento presencial na rede de saúde.
