Simone Tebet termina eleição em terceiro e fica fora do Senado por São Paulo
Simone Tebet (PSB) ficou fora do Senado após terminar em terceiro lugar na eleição deste domingo (4) em São Paulo. A ex-ministra do Planejamento recebeu 19,21% dos votos válidos, enquanto Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) conquistaram as duas cadeiras em disputa no Estado.
Na apuração atualizada, Derrite aparecia com 30,62%, equivalente a mais de 12,6 milhões de votos, e André do Prado somava 29,28%, com mais de 12 milhões. Simone contabilizava cerca de 7,9 milhões de votos, à frente de Marina Silva (Rede), quarta colocada com 18,11%.
A derrota encerra a primeira disputa eleitoral de Simone fora de Mato Grosso do Sul, Estado onde construiu toda a carreira antes de aceitar o convite para concorrer por São Paulo. Nascida em Três Lagoas e filha do ex-governador e ex-senador Ramez Tebet, ela anunciou a candidatura paulista em março, quando ainda comandava o Ministério do Planejamento e Orçamento.
A mudança ocorreu após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e foi acompanhada pela saída do MDB, partido ao qual Simone era filiada desde 1997. Ela ingressou no PSB e transferiu o domicílio eleitoral de Campo Grande para São Paulo.
Simone deixou oficialmente o Ministério do Planejamento em 31 de março, após mais de três anos no governo Lula. A entrada na gestão federal ocorreu em janeiro de 2023, depois de ela terminar a eleição presidencial de 2022 na terceira colocação e declarar apoio ao petista no segundo turno.
Carreira política começou em Mato Grosso do Sul
Antes da projeção nacional, Simone construiu uma sequência de mandatos em Mato Grosso do Sul. Foi eleita deputada estadual em 2002 e deixou a Assembleia dois anos depois para disputar a Prefeitura de Três Lagoas, onde venceu a eleição de 2004 e foi reeleita em 2008.
Em 2010, saiu da prefeitura para integrar como vice a chapa de André Puccinelli ao Governo de Mato Grosso do Sul. Eleita, permaneceu no cargo entre 2011 e 2015 e também passou pela Secretaria de Governo.
A chegada ao Senado ocorreu na eleição de 2014, quando Simone conquistou uma das vagas por Mato Grosso do Sul e iniciou o mandato em fevereiro de 2015. Em 2019, tornou-se a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Quatro anos depois, disputou a Presidência da República pelo MDB e terminou o primeiro turno de 2022 na terceira posição, com aproximadamente 4,9 milhões de votos. A passagem pelo governo Lula e a candidatura em São Paulo marcaram a ruptura com a trajetória eleitoral até então concentrada em Mato Grosso do Sul.
