Voto nas eleições de 2026 contará como prova de vida automática para beneficiários do INSS
O comparecimento às urnas nas eleições de 2026 será utilizado automaticamente como uma das formas de prova de vida dos beneficiários do INSS. Os dados eleitorais serão cruzados com as bases do instituto e poderão confirmar que aposentados, pensionistas e titulares de benefícios assistenciais estão vivos sem necessidade de outro procedimento.
Atualmente, cerca de 40 milhões de benefícios previdenciários e assistenciais estão incluídos no processo anual de verificação. O comparecimento eleitoral é um dos registros aceitos desde a Portaria nº 1.408, de 2022, que definiu diferentes formas de comprovação.
Desde as mudanças realizadas a partir de 2019, a responsabilidade pela busca das informações passou a ser do próprio Estado. Com isso, a presença física do beneficiário em uma agência deixou de ser a regra e o INSS passou a cruzar bases de dados públicas para identificar atos praticados pelo segurado.
Não votar, porém, não provoca suspensão automática do pagamento. Nos casos em que não houver registro de comparecimento às urnas, o sistema SIRIS continuará procurando outros eventos capazes de comprovar a vida do beneficiário, como emissão de documentos, atendimentos e movimentações registradas em bases governamentais.
Somente quando nenhum dado válido é localizado o segurado pode ser chamado pelo INSS para regularizar a prova de vida. A ausência nas eleições, portanto, é apenas a perda de uma das possibilidades de confirmação automática e não um motivo isolado para corte do benefício.
No cruzamento realizado com dados eleitorais de 2024, a base do Tribunal Superior Eleitoral registrou eventos envolvendo 20,95 milhões de beneficiários. Essas informações resultaram na atualização de aproximadamente 5 milhões de provas de vida naquele período.
