Flávio Bolsonaro critica reajuste do Bolsa Família e diz que medida é ilegal

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta quinta-feira, 17 de setembro, o reajuste do Bolsa Família anunciado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante ato de campanha em Vitória da Conquista, na Bahia, ele classificou a medida como ilegal e afirmou que o aumento foi decidido por “desespero” eleitoral.

“Eu vou olhar para frente. Eu quero ajudar pessoas como você, guerreiro, que recebe o Bolsa Família, mas precisa complementar a renda, porque os R$ 600 hoje não compram mais o que compravam na época do presidente Bolsonaro. E não caiam em mais uma falsa promessa da picanha. Porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as eleições”, declarou.

O decreto assinado por Lula aumenta em 15,04% os valores do programa a partir de outubro. Com a mudança, o benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o governo estima que o valor médio recebido pelas famílias suba de cerca de R$ 675 para R$ 777.

A legalidade da medida entrou na disputa eleitoral. Uma ação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral pede a suspensão do reajuste e ficou sob relatoria do ministro André Mendonça. Até esta quinta-feira, não havia decisão de mérito sobre o pedido.

Pelo lado do governo, a justificativa é que o aumento corresponde à reposição da inflação acumulada pelo INPC desde março de 2023. A lei que instituiu o atual Bolsa Família prevê que os valores podem ser corrigidos em intervalos de até 24 meses, sem redução dos benefícios.

Durante o discurso na Bahia, Flávio também questionou o momento escolhido pelo governo para anunciar o aumento, faltando 17 dias para o primeiro turno.

“Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo e faltando 17 dias de eleição. Ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode. Mas é o desespero, porque ele sabe que já perdeu, porque o próximo presidente da República é Flávio Bolsonaro”, sinalizou.

Os novos valores começam a ter efeito financeiro em outubro, com os pagamentos previstos para iniciar no dia 19. O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro e, caso seja necessário, o segundo turno ocorrerá no dia 25.

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