PUBLICIDADE
Países do Golfo adiam encontro sobre reabertura do Estreito de Ormuz

PUBLICIDADE



Países árabes do Golfo cancelaram a reunião marcada para esta segunda-feira envolvendo Irã e Omã, que tinha como objetivo discutir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para o transporte de petróleo no mundo.

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, anunciou durante a madrugada o adiamento do encontro. “em prol do consenso” O Irã afirmou que o adiamento ocorreu a pedido da Arábia Saudita.

Ataques e ocupação de ilhas elevam tensão

Em paralelo à decisão de adiar a conferência, os houthis do Iêmen lançaram dezenas de mísseis e drones contra a base aérea militar de Khamis Mushait, perto da fronteira com a Arábia Saudita, atingindo hangares, sistemas de radar, pistas de decolagem e depósitos de munição.

O grupo descreveu o ataque como retaliação às centenas de ofensivas aéreas sauditas contra o Iêmen nos últimos dias. As autoridades sauditas registraram breves alertas de emergência na região e em outras três cidades do Sul que já haviam sido alvo de ações anteriores dos houthis.

Na sexta-feira (11) os houthis tomaram uma ilha situada na foz do Mar Vermelho, e outra ação do grupo danificou o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita, principal rota alternativa ao Estreito de Ormuz para o escoamento de petróleo.

Impacto no mercado e medidas iranianas

Os desdobramentos repercutiram imediatamente nos preços. Na reabertura dos mercados nesta segunda-feira o petróleo bruto subiu mais de 3 por cento. O preço médio de varejo do diesel nos Estados Unidos ultrapassou US$6,23 por galão, atingindo novo recorde.

Operadores do mercado financeiro alertam que o fechamento do oleoduto saudita pode reduzir em até 4 por cento o abastecimento global de petróleo, salvo se a rota for reaberta nos próximos dias, e imagens de satélite mostram trechos do duto danificados por incêndios.

O Irã divulgou uma lista de 77 navios que, segundo o país, teriam violado seus protocolos para operar no Estreito de Ormuz. “Qualquer embarcação da lista enfrentaria “restrições em futuras passagens, incluindo multas, detenção ou confisco”, e outras que os auxiliassem ao aceitar transferências de carga seriam adicionados à lista.” Com informações da Reuters.

PUBLICIDADE



Veja também