PMA procura capivara ferida por flecha às margens do Rio Anhanduí em Campo Grande
Uma capivara ferida por uma flecha foi localizada na manhã desta quinta-feira (27) às margens do Rio Anhanduí, em Campo Grande. O animal foi visto por moradores na Avenida Vereador Thirson de Almeida, no Bairro Guanandi, que acionaram a Polícia Militar Ambiental (PMA).
A PMA informou que equipes estão em busca da capivara para resgatá-la e encaminhá-la ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS). Segundo os policiais, será necessário o apoio de um veterinário para aplicar sedativo antes da retirada do animal, evitando que ele se assuste, fuja ou se machuque ainda mais.
Moradores relataram que o animal foi visto pela primeira vez por volta das 6h30. A aposentada Luzia Elias, de 79 anos, contou que passava pelo local quando viu a capivara tentando se alimentar. “Ela estava lá tentando comer, catando ‘capinzinho’ e estava com essa flecha nas costas”, disse. Ela classificou o caso como cruel. “Eu fiquei muito assustada e triste, né?! Como que faz uma coisa dessas a uma criação que não faz mal a ninguém?”, lamentou.
Outra moradora, Ana Maria, de 62 anos, foi avisada pela vizinha sobre a presença do animal. Segundo ela, a capivara permaneceu por um longo período próxima à avenida antes de se deslocar para as margens do rio. “Ela estava próxima à avenida. Ficou um ‘tempão’ e, umas 9h30, desceu para as margens do rio. Quando foi lá pelas 11h, subiu de novo aqui para perto da rua. Fiquei muito preocupada”, detalhou. Ana Maria acredita que o animal se aproximou da via para pedir ajuda. “Para mim, ela estava pedindo ajuda porque veio tão perto da beirada. Parece que ela queria que a gente visse e a ajudasse”, finalizou.
Durante a apuração da reportagem, uma equipe da Patrulha Ambiental da Guarda Civil Metropolitana procurava pela capivara. Após horas de busca, os agentes informaram que retornariam ao local ao entardecer, quando as capivaras ficam mais ativas.
Ferir ou maltratar animais silvestres é crime ambiental, conforme a Lei Federal de 1998. A pena prevista é de detenção de três meses a um ano, além de multa. Caso o animal morra em decorrência da agressão, a pena pode ser aumentada.
Com informações Campo Grande News.

