Justiça mantém prisão de seguranças investigados pela morte de ciclista

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A Justiça do Rio confirmou neste sábado a manutenção da prisão temporária dos seguranças Davi Santos Machado e Jorge Luiz Machado Dias, alvos das investigações pela morte por espancamento de Cláudio Rafael Landeiro no dia 11 de agosto em Copacabana, quando a vítima foi confundida com suposto ladrão de bicicleta. Na audiência de custódia, o juiz Rafael de Almeida Rezende entendeu que os mandados foram expedidos regularmente e continuam válidos de acordo com os prazos processuais.

O magistrado registrou em sua decisão o fundamento que ampara a medida e destacou a ausência de elementos que modifiquem a ordem judicial. “não há notícia de alteração das decisões que determinaram as prisões e permanecem válidos os fundamentos que levaram à decretação das prisões temporárias”

Cláudio Rafael Landeiro Moreira, 37 anos, foi espancado até a morte na Rua Felipe de Oliveira, em Copacabana, após sair de casa em Botafogo às 22h30 para um passeio de bicicleta, como fazia habitualmente. As circunstâncias do ataque estão sendo apuradas pela polícia, que analisa imagens e depoimentos.

Além dos dois seguranças, participara do espancamento os entregadores por aplicativo Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva, ambos presos e que deverão ser levados a audiência de custódia no domingo (23). A investigação também apura a participação de um quinto homem que aparece nas imagens desferindo um chute na cabeça da vítima e que ainda não foi identificado, encontrando-se foragido.

Defesa e sigilo de dados

A defesa de Davi pediu sigilo sobre dados considerados sensíveis nos autos, argumentando necessidade de proteção do investigado. O juiz indeferiu o requerimento após verificar a documentação juntada e a ausência de informações que justificassem a medida, anotando falta de dados básicos de contato pelo próprio custodiado.

“considerou que não constavam dados sensíveis nos autos e destacou que o próprio custodiado não soube informar seu endereço e telefone atuais”

O magistrado acrescentou ainda orientação sobre o processamento de pedidos futuros relacionados ao caso, remetendo-os para o juízo competente. “eventuais pedidos da defesa deverão ser apresentados ao juízo natural responsável pelo caso”

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andorinha

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