Prefeita promete resolver parquímetro de Campo Grande até o fim de 2026
Nova licitação do estacionamento rotativo deve ser lançada após conclusão de estudos
O estacionamento rotativo de Campo Grande pode voltar a funcionar até o fim deste ano, conforme promessa feita pela prefeita Adriane Lopes durante o mutirão “Todos em Ação”, realizado no sábado (22). A declaração ocorre em meio aos estudos finais para a elaboração de um novo edital, que deve substituir o serviço suspenso desde março de 2022, quando terminou o contrato com a Metropark Administradora Ltda.
Adriane Lopes afirmou que as equipes estão trabalhando para colocar um ponto final na situação, mas não deu uma data específica. “Até o final do ano, a previsão é que essa situação esteja resolvida. É uma questão muito importante para o Centro de Campo Grande”, disse a prefeita, acrescentando que o assunto é prioridade da gestão municipal.
Os estudos para o novo modelo estão sendo conduzidos pela Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados), que assumiu a estruturação do projeto após a Agetran deixar de conduzir o processo. Segundo o diretor-presidente da Agereg, Paulo da Silva, os levantamentos técnicos estão em fase final, e a demora se deve à necessidade de elaboração dos estudos e à falta de uma equipe especializada.
O novo sistema deverá ser totalmente digital, com pagamento por aplicativo ou Pix, e está descartado o retorno do modelo em papel ou com uso de chaveiro. A previsão é de uma concessão de 12 anos, com possibilidade de prorrogação por igual período, para atrair empresas interessadas na operação. Antes da publicação do edital, a minuta ainda passará pela análise da Secretaria-Executiva de Licitações.
A proposta inicial, publicada no Diogrande em novembro de 2025, prevê três mil vagas na primeira etapa e expansão gradual para 6,2 mil espaços ao longo de seis anos, com tarifa de R$ 5. A antiga concessionária administrava 2.458 vagas na região central. A ampliação é vista como necessária para aumentar a rotatividade de veículos, uma reivindicação antiga dos comerciantes, que reclamam da falta de vagas para clientes.
A discussão se arrasta desde o encerramento do contrato com a Metropark. Desde então, a Prefeitura chegou a realizar estudos, mas os projetos não avançaram, inclusive por falta de interesse do mercado. Além disso, a antiga concessão deixou pendências financeiras: a empresa acumulava cerca de R$ 3,5 milhões em créditos de consumidores, e o Ministério Público entrou na Justiça para garantir que o dinheiro fique disponível aos usuários ou possa ser usado em um eventual novo certame. Também há uma ação judicial contra a antiga responsável pelo serviço, envolvendo cerca de R$ 22 milhões em valores contratuais.

