Mulher morre após ser espancada dentro de casa e marido é preso em Costa Rica

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Fátima Alves de Matos, de 54 anos, morreu após ser encontrada inconsciente dentro da casa onde vivia com o marido, em Costa Rica, a 326 quilômetros de Campo Grande. A mulher apresentava diversos hematomas pelo corpo e não resistiu depois de ser levada à Fundação Hospitalar. O marido, Rubens Alves Justino, também de 54 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar suspeito de feminicídio.

A Polícia Militar foi acionada pela equipe médica depois que Fátima deu entrada na unidade sem sinais vitais. As marcas encontradas no corpo levantaram a suspeita de que a morte havia sido provocada por agressões.

Antes de chegar ao hospital, a vítima foi encontrada por uma testemunha dentro da residência do casal, no Bairro Vale do Amanhecer. Conforme o relato apresentado aos policiais, uma briga intensa havia sido ouvida durante a noite. Ao entrar no imóvel para verificar a situação, a testemunha encontrou Fátima inconsciente, caída sobre o sofá.

O filho da vítima foi chamado e fez o transporte da mãe até a Fundação Hospitalar, mas ela já chegou à unidade sem sinais vitais.

Rubens estava na residência quando os policiais chegaram. Aos militares, ele negou ter agredido a esposa e chegou a afirmar que Fátima não estava na casa. A versão apresentada pelo homem entrou em contradição com o relato da testemunha e com a situação encontrada pela equipe médica.

Diante das marcas de violência, das informações reunidas no local e das contradições apresentadas pelo suspeito, os policiais deram voz de prisão a Rubens pelo crime de feminicídio.

O homem passou por exame de corpo de delito e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil. A investigação deverá esclarecer como ocorreram as agressões e a causa da morte, com apoio dos laudos periciais.

Quinto feminicídio registrado em agosto

O assassinato de Fátima ocorre durante o Agosto Lilás, campanha de enfrentamento à violência contra a mulher. Com o caso, agosto já soma cinco mulheres mortas por atuais ou ex-companheiros em Mato Grosso do Sul, número que iguala o registrado em julho antes mesmo do fim do mês. O caso é o 23º feminicídio registrado no Estado em 2026.

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