Filha de caminhoneiro morto em ponte desabada cobra explicação do Estado

Ponte desabada sobre o Rio Taquari na MS-168 com caminhão caído no rio

A família de Alexandre de Freitas, de 49 anos, morto na quinta-feira (13) quando a ponte sobre o Rio Taquari desabou na MS-168, exige respostas do poder público. A filha dele, Bruna Lima, de 29 anos, afirmou que a estrutura não passava por manutenção há duas décadas e que entrará com ação contra o Estado.

“Ele era um vô incrível e um pai maravilhoso, um grande amigo e excelente trabalhador. Não merecia uma morte assim, e sei que não vai fazer ele voltar, mas quero justiça e explicação do Estado”, disse Bruna aosite Campo Grande News

Alexandre, que estava há 30 anos na profissão e trabalhava há 20 na mesma empresa, ficou preso na cabine do caminhão após a queda. A filha, que mora no interior de São Paulo, viajou quase mil quilômetros para o enterro. “É algo muito doloroso, pois eu iria ver meu pai no final de outubro e passar o aniversário com ele”, contou. Ela ainda resumiu a dor da família. “Infelizmente por aqui estamos sem chão. Uma morte que pegou todos de surpresa”.

O governador Eduardo Riedel afirmou na sexta-feira (14) que o Estado pode demolir pontes consideradas inseguras após avaliação técnica. Segundo ele, sete pontes foram construídas pela mesma empresa e três já caíram. A Agesul contratou engenheiros especializados para analisar as demais estruturas, com previsão de conclusão em um ou dois meses.

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