Relatório aponta alto risco climático em municípios de Mato Grosso do Sul

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Municípios de Mato Grosso do Sul enfrentam alto risco climático ligado à falta de água, às inundações e à perda de integridade dos ecossistemas. Corumbá, Miranda, Bodoquena, Ponta Porã e Maracaju aparecem com risco alto de estresse hídrico, enquanto Ladário recebeu a classificação de risco muito alto para enchentes, enxurradas e alagamentos.

As informações integram o relatório As Soluções dos Territórios, Adaptação Climática Baseada em Comunidades, elaborado pelo Greenpeace Brasil com pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Brisa Soluções Ambientais. O levantamento reúne mapas sobre ameaças climáticas e considera a exposição a eventos extremos, as condições sociais e econômicas e a capacidade de adaptação das comunidades.

O estresse hídrico ocorre quando mudanças prolongadas ou repentinas no regime de chuvas reduzem a quantidade de água disponível nas bacias hidrográficas. Essa condição pode limitar o abastecimento humano e afetar a agricultura, a indústria, a geração de energia, o turismo e outras atividades, além de elevar os custos necessários para enfrentar a escassez.

Inundações e ecossistemas ampliam os riscos

Além de Ladário, Porto Murtinho, Bataiporã, Paranaíba, Rio Verde de Mato Grosso, Coxim e Pedro Gomes estão no grupo de risco alto para inundações, enxurradas e alagamentos. No indicador relacionado aos ecossistemas, Caracol e Bela Vista apresentam risco muito alto de impactos sobre o bioma.

A ocupação do território também pode ampliar a vulnerabilidade ambiental diante das mudanças climáticas. Corumbá, Aquidauana e Sonora estão entre os municípios com maior sensibilidade da cobertura do solo, índice usado para medir a influência das características locais sobre a capacidade de preservação dos ecossistemas.

O risco de deslizamentos é menor em Mato Grosso do Sul do que em estados do Sudeste e do Nordeste, devido ao relevo predominantemente plano. Rio Verde de Mato Grosso e Três Lagoas são os únicos municípios sul mato grossenses classificados com risco alto, enquanto a maior parte do estado permanece nos níveis médio, baixo ou muito baixo.

O estudo indica que localidades com maior pobreza e menor acesso a saneamento, educação e infraestrutura tendem a ficar mais expostas aos efeitos do clima. No cenário nacional, os maiores riscos de deslizamentos se concentram no Sudeste, no Nordeste e em parte da Amazônia, enquanto a escassez de água representa o principal desafio climático para grande parte do Nordeste brasileiro.

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