Alunas vencem concurso internacional com projeto sobre câncer de mama
Uma equipe de alunas do Colégio Ser, de Jundiaí, conquistou o primeiro lugar no ISS Journey e terá o experimento vencedor enviado à Estação Espacial Internacional em uma missão prevista para setembro e outubro de 2026.
Formada por Beatriz Marques Herculano, 14 anos, Giovanna Machado Tasso, 14 anos, Lavínia Carboni Berti, 14 anos, e Sara Lourenço Panico, 15 anos, a equipe é a primeira representação brasileira a vencer a competição internacional, conforme divulgado pela International School.
O trabalho, intitulado Análise de células mesenquimais no secretoma e do ducto mamário, propõe investigar a influência da ausência de gravidade na comunicação entre células associadas ao câncer de mama por meio do secretoma, conjunto de substâncias liberadas pelas células para se comunicar.
De acordo com informações sobre a competição, mais de 70 equipes brasileiras participaram desta edição do ISS Journey e apenas dez avançaram à fase final, na qual as estudantes apresentaram seus experimentos durante o evento Science Days.
O experimento será realizado em condições de microgravidade na Estação Espacial Internacional, enquanto um experimento controle será conduzido na Terra para permitir comparação direta dos resultados, método que visa identificar possíveis alterações induzidas pelo ambiente espacial.
A expectativa é que as análises produzam dados capazes de abrir novas perspectivas para pesquisas e tratamentos do câncer de mama, doença que atinge uma em cada oito mulheres ao longo da vida.
O ISS Journey é promovido pela International School, programa de ensino bilíngue da Arco Educação, em parceria com a The Michaelis Foundation, e tem como objetivo conectar estudantes à ciência espacial por meio da elaboração de experimentos reais que possam contribuir para a pesquisa científica.
Ao longo da trajetória na competição, as alunas receberam mentoria de um comitê científico da International School e, como parte da premiação, participaram no final de junho de uma imersão no Kennedy Space Center, nos Estados Unidos, onde tiveram contato com cientistas, especialistas da área aeroespacial e astronautas.
A vivência no centro espacial ampliou a dimensão da conquista, que transcende o ambiente escolar e passa a representar a ciência brasileira em um cenário internacional.

