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Escalada de violência na fronteira expõe disputa entre grupos armados em Corumbá

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A sequência de ataques armados registrados em Corumbá e na faixa de fronteira com a Bolívia vendo sendo observada pela população como indicativo de intensificação da disputa entre grupos envolvidos no tráfico de drogas na região.

O caso mais recente ocorreu durante a morte de Rubens Zilio Neto, que estava sob escolta do Bope na BR-262, quando foi atingido por um disparo enquanto o comboio fazia uma parada em um posto de combustíveis a 430 quilômetros de Campo Grande.

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Antes disso, a cidade já havia registrado a morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva durante uma perseguição em área urbana de Corumbá, após troca de tiros com suspeitos ligados ao mesmo inquérito.

No mesmo dia, outro suspeito também morreu em intervenção policial durante diligências na região da fronteira de Corumbá com a Bolívia, em ações que envolveram buscas por armamento pesado e movimentação de investigados pela fronteira.

As apurações apontam ainda apreensão de fuzis, pistolas, munições de diferentes calibres, rádios comunicadores e veículos utilizados nos ataques, além de indícios de atuação estruturada de grupo criminoso na região.

Segundo registros policiais, os investigados teriam sido localizados após atravessarem a fronteira e retornarem ao território brasileiro, o que reforça a avaliação de que a dinâmica criminal envolve rotas transfronteiriças usadas para fuga e reorganização de ações.

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As forças de segurança tratam o conjunto de ocorrências como parte de um mesmo ciclo de violência, marcado por ataques diretos contra agentes públicos, confrontos em perseguições e ações em áreas rurais e rodovias estratégicas que segundo as autoridades, por anos são conhecidas como rota do tráfico.

Até então, as situações de conflito eram raras, se limitando a flagrantes de transporte de drogas e veículos roubados em direção a Bolívia. Mas nos últimos meses, esse panorama vem dando uma guinada que tem como resultado, a escalada da violência em Corumbá. A cidade passou a registrar movimentação intensa de grupos armados, execuções e apreensões de armamento pesado.

A BR-262, utilizada como rota de deslocamento de presos e viaturas, passou a ser incluída nesse contexto após a morte do suspeito durante escolta, episódio que ainda está sob investigação para definição da origem do disparo.

A Polícia Civil mantém as apurações abertas para mapear a estrutura envolvida nos ataques e identificar a possível articulação entre os episódios registrados desde o início da sequência de crimes na região de fronteira.

Apesar de, em coletiva de imprensa, o comandante da Polícia Militar tentar passar a imagem de tranquilidade e atribuir o cenário violento que ocorreu a um episódio isolado, a população de Corumbá e Ladário, cidades conhecidas pela relativa tranquilidade, mesmo estando em uma posição estratégica para atividades criminosas, se assusta com o crescimento da violência.

Entenda a sequência de ataques na fronteira

A investigação que envolve a morte do soldado da Polícia Militar em Corumbá começou após um ataque armado registrado em Ladário. Na ocasião, um homem conhecido como “Coelho” foi alvo de disparos quando chegava em casa. Ele conseguiu se proteger dentro de um veículo blindado e sobreviveu.

Horas depois, a movimentação dos suspeitos seguiu para Corumbá, onde houve perseguição policial após a identificação de um veículo com características semelhantes ao usado no ataque anterior.

Durante a tentativa de abordagem, houve troca de tiros na região do Bairro Maria Leite. O soldado Marcelo Pimenta da Silva foi atingido no tórax, braço e cabeça durante o confronto, não resistiu aos ferimentos e morreu após atendimento médico.

Na sequência das diligências, dois suspeitos foram localizados após atravessarem a fronteira e terem sido presos pela Pilocía boliviana que imediatamente entregou os meliantes às autoridades brasileiras. Ambos foram presos por equipes de segurança, sendo encaminhados para procedimentos investigativos relacionados ao caso.

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Durante as ações de busca por armas e outros envolvidos, um dos detidos morreu em intervenção policial na região, após confronto com equipes que participavam das diligências.

O outro suspeito, Rubens Zilio Neto, permaneceu sob custódia e foi transportado pelo Bope de Corumbá para Campo Grande, quando ocorreu o episódio mais recente na BR-262. Durante a escolta, o comboio parou em um posto de combustíveis para manutenção em uma das viaturas e, neste intervalo, o preso foi atingido por um disparo vindo de área de mata.

Ainda segundo registros policiais, foram apreendidas armas de grosso calibre, munições, rádios comunicadores e veículos utilizados nos ataques, além de materiais associados à atuação do grupo investigado.

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