Audiência em São Paulo é aberta no caso de feminicídio de PM por tenente-coronel

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A sessão teve início em São Paulo no Complexo Judiciário Ministro Mário Guimarães, conhecido como Fórum Criminal da Barra Funda, e marca a fase em que serão produzidas as provas que servirão de base para a decisão da Justiça.

Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar e esposa do tenente-coronel, foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal morava. O réu estava no local, chamou socorro e registrou o caso inicialmente como suicídio, registro que depois foi alterado para morte suspeita.

Na audiência de instrução foram arroladas 40 testemunhas, e a previsão inicial é de que as sessões durem cerca de cinco dias, com o interrogatório do réu marcado apenas para sexta-feira (3). Ao final desta fase processual o conjunto probatório deverá subsidiar a decisão judicial sobre o caso.

O primeiro dia ocorreu de forma virtual porque o expediente da Justiça de São Paulo funcionou remotamente em razão do jogo do Brasil na Copa do Mundo, e nessa sessão inicial foram ouvidas duas testemunhas de acusação, entre elas o delegado que presidiu o inquérito. Nos dias seguintes a audiência ocorrerá presencialmente.

O acusado responde pelos crimes de feminicídio e por fraude processual e encontra-se preso. A instrução busca esclarecer circunstâncias do fato e responsabilidades, com foco nas provas que serão produzidas ao longo das oitivas das testemunhas.

O advogado Miguel José da Silva Junior, que defende a família da soldado Gisele, divulgou posicionamento por meio de suas redes sociais sobre o andamento da instrução e o conjunto de depoimentos colhidos até agora. “Está se comprovando que, realmente, estamos diante de um feminicídio e não de um suicídio, tese desde o início aventada pela família”

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