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Transporte de minério danifica estrada em Porto Esperança e motiva cobrança contra mineradora e Agesul

Estrada sofre com o tráfego intenso de carretas carregadas de minério na região / Fotos: Silvio Andrade
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A vereadora Hanna Santana cobrou providências da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) e da mineradora LHG Mining para melhorar as condições da estrada que liga a BR-262 ao distrito de Porto Esperança, em Corumbá. Segundo a parlamentar, a via apresenta problemas estruturais que colocam em risco moradores e usuários que circulam diariamente pelo local, situação agravada pelo intenso tráfego de caminhões utilizados no transporte de minério de ferro.

O pedido foi formalizado após novas reclamações da comunidade sobre a precariedade do acesso ao distrito, principal corredor logístico utilizado para o escoamento da produção mineral até o terminal portuário instalado na localidade.

Na solicitação encaminhada aos órgãos responsáveis, Hanna destaca que a estrada necessita de intervenções urgentes de manutenção, reforço na sinalização e ampliação da fiscalização, especialmente nos trechos mais utilizados por veículos de carga pesada.

Moradores relatam falta de sinalização, e veículos em alta velocidade pela via

A vereadora questiona quais medidas estão previstas para recuperação da via, se existem estudos técnicos para reforço da sinalização horizontal e vertical e quais ações vêm sendo adotadas para fiscalizar o tráfego de caminhões que circulam em velocidade incompatível com as condições da estrada.

Também foram solicitadas informações sobre a possível implantação de redutores de velocidade e outros mecanismos de segurança viária nos pontos considerados mais críticos.

A cobrança ocorre em meio ao aumento das reclamações de moradores de Porto Esperança, que relatam conviver diariamente com carretas carregadas de minério trafegando pela estrada em ritmo intenso.

Acidentes frequentes preocupam moradores

Segundo a parlamentar, a insegurança viária se tornou uma das principais preocupações da comunidade. O alerta ganhou força após o tombamento de uma carreta registrado recentemente no acesso ao distrito.

O acidente ocorreu na madrugada de sábado e foi acompanhado pela reportagem do Folha MS. Conforme relatos de testemunhas, o veículo derrapou na pista e tombou às margens da estrada. Apesar de o motorista não ter ficado ferido, o caso reacendeu a preocupação dos moradores sobre as condições da rodovia.

“Sitações semelhantes são observadas com frequência, havendo moradores que afirmam presenciar ocorrências ou incidentes envolvendo veículos pesados praticamente todas as semanas. Além disso, denunciam o intenso fluxo de carretas trafegando em velocidades elevadas, sem fiscalização efetiva e em uma estrada que apresenta limitações estruturais e carece de sinalização adequada em diversos pontos”, destacou Hanna.

Acidentes com veiculos pesados são frequentes na via, segundo relatos de moradores

Moradores ouvidos pelo Folha MS relatam que o movimento de caminhões ocorre durante todo o dia e também durante a madrugada. Além dos acidentes, eles apontam problemas relacionados ao excesso de poeira e às condições da pista após o uso de caminhões-pipa para reduzir o material suspenso.

Em períodos secos, a poeira invade residências e compromete a visibilidade dos motoristas. Já quando a estrada recebe água para conter o problema, a pista se torna escorregadia, aumentando o risco de derrapagens e tombamentos.

Mineração amplia pressão sobre infraestrutura local

A cobrança da vereadora reforça uma discussão que vem ganhando espaço em Corumbá à medida que a atividade mineradora avança na região.

Nos últimos anos, empresas do setor ampliaram significativamente a produção de minério de ferro no município. A LHG Mining, principal mineradora da região, possui planos para elevar sua capacidade produtiva para até 25 milhões de toneladas anuais dentro de um projeto bilionário de expansão.

Atividade extrativista sobrecarrega infraestrutura urbana

Enquanto a atividade cresce, moradores de Porto Esperança afirmam que os impactos sobre a infraestrutura local aumentam na mesma proporção. O fluxo contínuo de veículos pesados acelera o desgaste da estrada e eleva os riscos de acidentes em um trecho que também é utilizado por moradores, trabalhadores, turistas e produtores rurais.

“Diante disso, é necessária a atuação conjunta dos órgãos competentes e das empresas que utilizam a rota para o transporte de cargas, visando promover melhorias na infraestrutura viária, reforçar a sinalização e ampliar a fiscalização, garantindo condições mais seguras de circulação e reduzindo a ocorrência de acidentes”, afirmou a vereadora.

A discussão ocorre em um momento em que a própria Prefeitura de Corumbá questiona o retorno financeiro da atividade mineral. Apesar do aumento da produção e dos investimentos anunciados pelas empresas, a arrecadação municipal proveniente dos royalties da mineração vem registrando queda nos últimos anos.

vereadora pede veículo para atendimento do Cram em Corumbá
Parlamentar cobrou ação dos órgãos de fiscalização

O cenário tem alimentado críticas de moradores e lideranças locais, que apontam um desequilíbrio entre os benefícios econômicos da atividade e os impactos enfrentados pelas comunidades. Entre as principais reclamações estão o aumento do tráfego pesado, os acidentes frequentes, a poeira de minério, os custos de manutenção da infraestrutura e a pressão sobre áreas ambientalmente sensíveis do Pantanal.

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