Mãe é presa após bebê de 7 meses sofrer fratura na costela e lesão no crânio em MS
Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante na terça-feira (26), em Nova Andradina, suspeita de agredir a própria filha, um bebê de apenas 7 meses. Segundo a Polícia Civil, a criança apresentava diversos hematomas, além de fratura na costela e lesão no crânio.
A prisão foi realizada durante uma ação conjunta entre equipes da Seção de Investigações Gerais e do 1º Distrito Policial do município, após o hospital acionar as autoridades sobre o estado clínico da bebê.
De acordo com a investigação, a criança deu entrada no Hospital Regional com marcas de agressões espalhadas pelo corpo. Exames de imagem apontaram ainda uma costela quebrada e ferimentos na cabeça considerados graves pelos médicos.
Durante o levantamento do caso, os policiais descobriram que a bebê já havia passado por outro atendimento médico cerca de 30 dias antes, em outra cidade. Na ocasião, ela foi diagnosticada com pneumotórax, pequenas lesões no fígado e ferimentos nos olhos.
Segundo a polícia, naquele primeiro atendimento a mãe alegou que os ferimentos teriam ocorrido durante uma brincadeira com o irmão da criança, de 3 anos. Ela afirmou que um martelo teria caído sobre o bebê.
Já em relação às lesões identificadas nesta terça-feira, a mulher declarou em depoimento que os hematomas poderiam ter sido provocados por reação alérgica ou medicamentosa após episódios de vômito.
A Polícia Civil informou que as versões apresentadas pela suspeita não condizem com os laudos médicos e exames realizados na criança. Diante das evidências, ela foi autuada por maus-tratos qualificado com resultado de lesão corporal grave. A pena prevista para o crime pode chegar a sete anos de prisão.
Criança segue internada e irmão foi retirado da casa
O bebê foi transferido em estado grave para outra unidade hospitalar, enquanto o outro filho da investigada, de 3 anos, foi retirado temporariamente da residência pelo Conselho Tutelar por risco à integridade física.
A Polícia Civil também solicitou a prisão preventiva da mulher. O pedido ainda será analisado pela Justiça.
As investigações continuam para apurar se outras pessoas tiveram participação nas agressões contra a criança.
