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Polícia Civil debate crimes virtuais contra crianças durante palestra em Corumbá

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul participou nesta quarta-feira de uma ação voltada ao combate e prevenção de crimes virtuais contra crianças e adolescentes em Corumbá. O encontro ocorreu no Tribunal do Júri do Fórum do município e reuniu integrantes das forças de segurança, representantes do Judiciário e profissionais da rede de proteção à infância.

A atividade foi organizada pela CRIPAM, instituição que atua no acolhimento e recuperação de crianças e adolescentes, e teve como foco os riscos enfrentados por menores no ambiente digital, especialmente diante do uso cada vez mais frequente das redes sociais e plataformas online.

Participaram como palestrantes o juiz Maurício Cleber Miglioranzi Santos, o delegado Guilherme Oliveira Pena e os investigadores Jeferson Maidana e Anderson Antônio Alves Corrêa.

Durante as apresentações, os participantes discutiram temas ligados ao chamado “ECA Digital”, além de crimes praticados pela internet envolvendo menores de idade. Entre os assuntos abordados estiveram o grooming, prática usada para aliciamento virtual de crianças e adolescentes, cyberbullying, divulgação indevida de imagens e crimes de pedofilia previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Os representantes da segurança pública também detalharam formas de identificação dessas práticas criminosas e os mecanismos de atuação utilizados pela polícia e pela rede de apoio em casos envolvendo violência virtual.

Segundo os organizadores, os crimes cibernéticos contra menores têm se tornado mais frequentes e sofisticados, o que exige atuação integrada entre órgãos públicos, famílias e instituições da sociedade civil.

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A Polícia Civil reforçou durante o evento que a proteção de crianças e adolescentes depende da participação conjunta da população, órgãos de segurança, sistema de justiça e entidades de apoio, como Conselho Tutelar, CREAS e assistência social.

A orientação das autoridades é para que familiares acompanhem o comportamento digital dos menores e denunciem qualquer situação suspeita envolvendo violência, exploração ou exposição de crianças e adolescentes na internet.

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