Ratinho rebate críticas após processo de Erika Hilton e nega preconceito
O apresentador Ratinho rejeitou as acusações de discriminação envolvendo a deputada federal Erika Hilton e defendeu seu direito de questionar a classe política de forma contundente. O comunicador utilizou as redes sociais para incentivar profissionais da imprensa a manterem uma postura ativa diante de debates públicos ao argumentar que a omissão representa conivência.
A manifestação ocorreu em meio à repercussão do caso e serviu para reforçar o posicionamento do contratado do canal paulista sobre o papel da mídia. “Crítica política não é preconceito. É jornalismo. E não vou ficar em silêncio”.
A direção do SBT informou nesta sexta-feira que considera o episódio encerrado e tratado internamente nos bastidores da empresa. A emissora não especificou quais medidas administrativas foram adotadas em relação ao formato televisivo para contornar a crise de imagem.
O embate jurídico ganhou proporções maiores após a parlamentar acionar a Justiça solicitando o pagamento de dez milhões de reais por danos morais. A defesa da deputada também protocolou um pedido no Ministério das Comunicações para suspender a exibição da atração por um período de trinta dias.
A origem do conflito remete aos comentários feitos em rede nacional sobre a nomeação da congressista para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. O comunicador questionou a legitimidade da escolha ao alegar que a vaga deveria ser ocupada por uma pessoa que nasceu com o sexo biológico feminino.
Durante a transmissão, o contratado da emissora associou a condição feminina a características fisiológicas específicas e indagou a capacidade da parlamentar de compreender os desafios enfrentados pelas mulheres. “Tem tanta muié, porque vai dar para uma trans? Ela não é mulher, ela é trans”.
O posicionamento exibido na televisão incluiu menções a processos naturais como critérios para definir o gênero feminino e críticas ao que ele considerou um excesso nas políticas de diversidade. “Mulher, para ser mulher, tem que ter útero, tem que menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”.
A argumentação do comunicador seguiu com indagações sobre a dor do parto e alertas sobre os limites das pautas sociais dentro das instituições públicas. “Vamos modernizar, ter inclusão, mas não precisa exagerar. Estão exagerando”.

