Petrobras finaliza preparativos para retomar perfuração na Foz do Amazonas
A retomada das operações no primeiro poço de águas profundas na bacia da Foz do Amazonas deve ocorrer em um curto prazo. A Petrobras está na fase final de instalação de um equipamento fundamental para reiniciar os trabalhos que haviam sido paralisados no início do ano.
O cronograma sofreu alterações após um vazamento de fluido de perfuração registrado em janeiro, o que interrompeu as atividades na região. A nova estimativa da companhia aponta para o alcance do reservatório de petróleo ainda no segundo trimestre, diferentemente da previsão inicial que mirava o mês de março.
Sylvia Anjos, diretora de Exploração e Produção da estatal, comentou sobre a grande expectativa em torno do projeto durante conferência com analistas nesta sexta-feira. “Estamos confiantes com o nosso poço, que é o poço mais famoso do mundo. Todo mundo quer saber, todo mundo pergunta, o porteiro pergunta: como está o poço?”
O setor de óleo e gás monitora o empreendimento como uma aposta estratégica para a renovação das reservas nacionais diante do declínio natural do pré-sal. Grupos ambientalistas questionam a coerência do governo ao autorizar a exploração de combustíveis fósseis enquanto defende a liderança na transição energética global.
A executiva ressaltou que os resultados iniciais da pesquisa geológica raramente são definitivos neste tipo de indústria. Uma eventual descoberta exigirá novas perfurações para dimensionamento, enquanto um resultado negativo não descarta o sucesso em outros alvos exploratórios da bacia.
O incidente ambiental resultou em uma multa de R$ 2,5 milhões aplicada pelo Ibama à petroleira. A Agência Nacional do Petróleo também autuou a empresa por falhas na sonda de perfuração, embora sem ligação direta com o vazamento, em um processo que pode gerar penalidade de até R$ 2 milhões.
O balanço financeiro da companhia referente a 2025 apresentou um lucro de R$ 110,1 bilhões, representando um crescimento de 201% na comparação anual. A estatal anunciou a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos aos acionistas após a recuperação dos efeitos contábeis do ano anterior.

