Estação Primeira celebra legado cultural africano e reafirma identidade brasileira

Fotos Ayrton Benites ESTACAO PRIMEIRA 3 1
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A segunda escola a cruzar a Passarela Pantaneira do Samba foi a GRES Estação Primeira do Pantanal, que levou para a avenida um desfile marcado pela emoção e pela força da ancestralidade, com cerca de 800 componentes distribuídos em 17 alas.

“Entrelaços: Heranças Ancestrais”

No primeiro setor a apresentação evocou a dor e a coragem do povo africano durante o tráfico transatlântico, estabelecendo o mar como elemento simbólico de sofrimento e de espiritualidade.

“A Travessia”

A comissão de frente representou a grande Calunga e trouxe o mar em cena, enquanto o carro alegórico reproduzindo o navio tumbeiro causou impacto visual. O casal de mestre-sala e porta-bandeira defendeu o pavilhão com elegância, reafirmando a ligação com a ancestralidade africana.

Culinária e religiosidade

No segundo setor a escola destacou a presença afro-brasileira na culinária e nas práticas religiosas, com alas coloridas que celebraram pratos típicos, ervas sagradas e o sincretismo. Um carro alegórico homenageou orixás e líderes espirituais da comunidade, integrando símbolos da fé à estética do desfile.

A bateria contou com 60 ritmistas e sustentou o andamento do desfile com cadência firme, enquanto a rainha brilhou à frente dos tamborins como imagem de sabedoria e resistência.

Música, dança e encerramento

Alas posteriores foram dedicadas às manifestações culturais herdadas da África, incluindo samba, capoeira e lundu, transformando a avenida em um grande manifesto contra o preconceito e a favor da valorização da identidade afro-brasileira.

“Entrelaços”

O último carro sintetizou a mensagem do enredo ao relacionar passado e presente, mostrando a continuidade cultural e reafirmando que o Carnaval funciona como celebração, memória e forma de luta.

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