Procon-MS encontra variação de 269% nos preços da cesta básica em Campo Grande
Levantamento realizado em 13 estabelecimentos da capital sul-mato-grossense aponta que a batata inglesa e o tomate salada lideram as discrepâncias de valor.
A pesquisa mais recente do Procon Mato Grosso do Sul revelou disparidades significativas nos valores de itens essenciais, com a variação de preços da cesta básica atingindo 269,84% na capital. Essa oscilação extrema foi detectada na batata inglesa, que registrou o maior índice de diferença entre os estabelecimentos comerciais pesquisados em Campo Grande.
A batata inglesa pôde ser adquirida por R$ 1,89 em um atacadista situado na região da Mata do Jacinto, mas alcançou R$ 6,99 em um supermercado localizado no Aero Rancho, configurando a diferença percentual de 269,84%.
O levantamento, que incluiu 13 supermercados e atacarejos da cidade, foi realizado nos dias 26 e 27 de janeiro. A coleta de dados analisou 120 produtos de diversas marcas, abrangendo segmentos como mercearia, hortifrúti, higiene pessoal, limpeza e alimentação.
Além da batata, o tomate salada também apresentou uma grande amplitude de preço, com diferença de 261,04%. Conforme os dados do Procon-MS, o preço médio desse produto ficou em R$ 6,90 por quilo.
Outros setores também mostraram desequilíbrio considerável. No grupo de higiene pessoal, um creme dental de 90 gramas registrou oscilação de 226,13% entre os locais pesquisados. Já nos itens de limpeza, o consumidor encontrou variação de 110,50% na esponja de aço e de 100,14% no sabão em pó de 800 gramas.
Em contraste com as grandes flutuações observadas em hortifrúti e higiene, o grupo de alimentação apresentou a menor oscilação de preços. Uma marca de óleo de soja, por exemplo, teve diferença de apenas 2,57%. O preço médio do pacote de arroz de cinco quilos foi de R$ 15,33, enquanto o quilo do feijão custou, em média, R$ 7,20.
O Procon Mato Grosso do Sul, instituição vinculada à Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), reforça que os dados da pesquisa possuem caráter regionalizado e que os valores estão sujeitos a alterações. A orientação é que os consumidores realizem a comparação de valores, verificando com atenção as informações contidas nos rótulos, como composição, quantidade e validade dos produtos.
O órgão de defesa do consumidor recomenda, ainda, que o cliente exija a nota fiscal, documento essencial para a comprovação da relação de consumo. Os dados completos do estudo podem ser acessados no site oficial do Procon ou através do link direto: https://tinyurl.com/msftc3du.

