HRMS implementa cirurgias de cálculos renais a laser e moderniza tratamento no SUS
O uso da nova tecnologia no Hospital Regional garante procedimentos minimamente invasivos, alta hospitalar mais rápida e maior precisão clínica, beneficiando pacientes com quadros crônicos.
O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), referência estadual em média e alta complexidade, iniciou a realização de cirurgias de cálculos renais a laser, técnica minimamente invasiva que aprimora a segurança e a eficácia dos tratamentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A incorporação desta tecnologia representa um avanço significativo na assistência urológica prestada à população.
As duas primeiras intervenções utilizando o equipamento a laser foram concluídas nesta semana, resolvendo quadros complexos e de longa data. Um paciente de 77 anos, que convivia há um ano e três meses com um cálculo urinário, foi submetido ao procedimento.
O segundo caso envolveu um homem de 48 anos que apresentava um cálculo no ureter superior e aguardava tratamento definitivo há aproximadamente três anos, utilizando um cateter duplo J. O médico urologista Alexandre Bomfim, responsável pela segunda cirurgia, explicou a resolução do problema crônico. “O paciente tinha um cálculo que provocava cólica renal e vinha sendo tratado de forma parcial com um cateter duplo J. Agora, foi possível retirar o cateter, tratar o cálculo e resolver definitivamente o caso, graças à disponibilização do equipamento a laser no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul”.
Segundo o urologista do HRMS, André Luis Alonso Domingos, a principal vantagem da cirurgia a laser reside na precisão e na redução de complicações no pós-operatório. Ele detalhou os ganhos para a recuperação dos pacientes. “Por se tratar de uma técnica minimamente invasiva, o paciente sente menos dor, apresenta menor perda sanguínea, não há risco de desenvolvimento de hérnia e, na maioria dos casos, recebe alta mais rapidamente, retornando às suas atividades em menos tempo”.
De acordo com o especialista, o tempo médio de internação para quem se submete à cirurgia a laser é de até 24 horas. Em contraste, os procedimentos convencionais, que exigem incisão para a remoção dos cálculos, podem prolongar a internação para quatro ou cinco dias.
Domingos ainda reforçou que a nova tecnologia contribui para a obtenção de melhores resultados clínicos e altera radicalmente a abordagem dos casos urológicos. “É uma mudança total de paradigma. Entramos em uma nova etapa, na qual conseguimos tratar o paciente de forma mais precoce e adequada, evitando complicações futuras”.
Conforme a diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (Funsau), Marielle Alves Corrêa Esgalha, a adoção das cirurgias a laser reforça o empenho do HRMS em modernizar continuamente a assistência hospitalar. Ela destacou o foco em tecnologia e humanização. “O hospital tem investido continuamente em tecnologia e inovação, com o objetivo de oferecer um atendimento cada vez mais qualificado, seguro e humanizado à população sul-mato-grossense”.
Marielle Esgalha sublinhou que a aquisição de equipamentos modernos tem um impacto direto na qualidade do cuidado prestado. “Investir em tecnologia é investir em saúde pública. Isso significa proporcionar melhores condições de trabalho aos profissionais e, principalmente, melhores resultados para os pacientes atendidos pelo SUS”.

