Mato Grosso do Sul fortalece agricultura familiar e é vice-líder em fornecimento à Ceasa-MS

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O volume de hortifrutigranjeiros originários de Mato Grosso do Sul e negociados na Ceasa-MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) demonstra a crescente relevância da agricultura familiar estadual. Conforme dados da própria Central, entre janeiro e setembro de 2025, o estado alcançou o segundo lugar no ranking de fornecedores do entreposto, com a comercialização de aproximadamente 25 mil toneladas de hortigranjeiros. Este desempenho representa um crescimento de 8,93% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entre os produtos sul-mato-grossenses mais negociados nos primeiros seis meses do ano passado, destacam-se a mandioca, com 4,3 mil toneladas, a laranja, totalizando 4,2 mil toneladas, e o ovo, com 3,6 mil toneladas.

Procedimento para a Agricultura Familiar no Cecaf

A Ceasa-MS é uma aliada fundamental para os produtores rurais, auxiliando no complexo processo de escoamento e comercialização da colheita. Para que o agricultor possa vender no entreposto, o planejamento e o conhecimento dos procedimentos são essenciais. O primeiro passo recomendado é buscar o escritório local da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), acionista majoritária da Ceasa-MS, presente nos 79 municípios do estado.

A Agraer, além de oferecer assistência técnica especializada conforme o tipo de hortifrutigranjeiro produzido, orienta os produtores sobre o credenciamento necessário para a venda no Cecaf (Centro de Comercialização da Agricultura Familiar), que funciona dentro da Ceasa. É a agência quem realiza a análise para determinar o enquadramento do produtor na agricultura familiar. Os endereços e telefones das unidades da Agraer podem ser consultados por meio deste link.

Após o respectivo credenciamento junto à Agência, o agricultor obtém a autorização para se cadastrar na administração da Ceasa. Com o cadastro concluído, ele pode comercializar sua mercadoria, seguindo o fluxo de produção, nos espaços conhecidos como “pedras” do pavilhão Cecaf. O contato do Cecaf pode ser feito pelos telefones (67) 3321-1044 ou 3321-1048.

Um dos poucos custos envolvidos na comercialização no Cecaf está relacionado ao romaneio, documento que é retirado pelo produtor após o cadastramento na Ceasa de MS e que substitui a nota fiscal. Fernando Begena, diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa-MS, detalha o custo e a função deste documento.

“Cada romaneio custa apenas R$ 5 e equivale a uma carga de produtos trazidos pelo agricultor para o Cecaf. O produtor só é autorizado a entrar na Ceasa e vender seus produtos no Centro de Comercialização da Agricultura Familiar mediante a apresentação do romaneio”.

Negociação Direta e Responsabilidade do Produtor

O agricultor possui uma alternativa ao comércio nas “pedras” do Cecaf, podendo optar por fornecer seus produtos diretamente às empresas sediadas na Central de Abastecimento. Segundo Fernando Begena, essa modalidade de negociação também exige rastreabilidade.

“O produtor pode negociar a mercadoria diretamente com as empresas, desde que apresente o romaneio ou a nota fiscal de sua mercadoria. O objetivo desse trâmite é dar procedência a tudo aquilo que entra na Ceasa”.

A Ceasa-MS não atua na intermediação de vendas, funcionando como um polo que concentra e dinamiza a oferta de frutas, legumes e verduras de primeira qualidade, tanto as produzidas nos municípios sul-mato-grossenses quanto as provenientes de outras regiões do Brasil. O diretor ressalta que a responsabilidade pelo processo de comercialização é inteiramente do agricultor.

Begena enfatiza que, além de ser um agricultor, o produtor precisa assumir o papel de comerciante para ter sucesso no entreposto. A Central registra um fluxo intenso e diário, com movimentação a partir das 4h, atraindo centenas de comerciantes, representantes de grandes empresas e o consumidor final em busca de bons preços e qualidade.

“A Ceasa tem um fluxo intenso e diário, a partir das 4h, com a presença de centenas de comerciantes, representantes de grandes empresas e também do consumidor final, todos em busca de produtos de qualidade e bons preços. A demanda é grande, mas, para vender bem, o agricultor precisa entender de negócios, saber negociar, praticar preços adequados e avaliar se tem capacidade de atender às exigências do mercado. Da porteira para fora, ele também é um comerciante, além de agricultor”.

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