Fórum Econômico Mundial reúne líderes em Davos e destaca diálogo entre setores
O Fórum Econômico Mundial tem início nesta segunda-feira (19) em Davos, na Suíça, e segue até sexta-feira, 23, reunindo chefes de Estado, ministros e executivos das principais economias. A edição deste ano completa 55 anos e, segundo a organização, contará com a presença de mais de 3 mil delegados oriundos de mais de 130 países, incluindo 64 chefes de Estado e de governo.
Os organizadores escolheram como diretriz central o tema “Um Espírito de Diálogo”, com o objetivo de estimular a cooperação entre líderes políticos, empresários e organizações durante as sessões e debates.
A representante do governo brasileiro será a ministra da Gestão e da Inovação dos Serviços Públicos, Esther Dweck. Ela participará de diferentes debates, entre eles a reunião do Global Digital Collaboration (GDC), grupo que reúne governos, sociedade civil, organismos internacionais e empresas com foco em soluções digitais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já participou de edições anteriores, mas não vai a Davos em 2026.
Conforme divulgado pela Oxfam Brasil por ocasião da abertura do Fórum, um relatório aponta que a riqueza dos bilionários cresceu mais de 16% em 2025, alcançando US$ 18,3 trilhões, o maior nível da história. O levantamento destaca que esse aumento é três vezes superior à média verificada nos últimos cinco anos.
O estudo da Oxfam ressalta ainda que, desde 2020, a fortuna acumulada por bilionários avançou 81%, enquanto uma em cada quatro pessoas não tem regularmente o suficiente para comer e quase metade da população mundial vive na pobreza. Em comparação, o incremento coletivo de US$ 2,5 trilhões entre 2024 e 2025 seria suficiente para erradicar a pobreza extrema 26 vezes, conforme o relatório.
O diagnóstico divulgado pela Oxfam chega ao começo das atividades em Davos como pano de fundo para as discussões previstas sobre crescimento, tecnologia e desigualdade, temas que devem permear painéis e reuniões até o encerramento do encontro.

