Nasa antecipa retorno de astronautas da ISS por motivo médico
Problema de saúde inédito no espaço motiva antecipação de desembarque da Estação Espacial Internacional
Quatro astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS) terão seu retorno à Terra antecipado em mais de um mês, em razão de um problema médico envolvendo um dos tripulantes. Este incidente configura a primeira vez na história que a agência espacial Nasa realiza um retorno antecipado de pessoal do laboratório orbital especificamente por uma questão de saúde.
A Nasa não revelou detalhes sobre a natureza da condição médica, citando preocupações com a privacidade do indivíduo. A agência mantém como prática não divulgar informações específicas sobre a saúde de seus astronautas. No entanto, foi assegurado que o astronauta afetado está em condição estável e não demandará tratamento especializado durante a viagem de regresso.
A tripulação em questão, conhecida como Crew-11, é composta por quatro membros: os astronautas americanos Zena Cardman e Mike Fincke, a astronauta japonesa Kimiya Yui e o cosmonauta russo Oleg Platonov. O desembarque da ISS está previsto para a quarta-feira (14), com o pouso da cápsula Crew Dragon, da SpaceX, agendado para a quinta-feira (15).
Originalmente, a missão da Crew-11 deveria se estender por, no mínimo, mais um mês, como parte do cronograma regular de rodízio de equipes no laboratório orbital. A decisão de antecipar o retorno é atípica, visto que a Nasa geralmente não traz uma equipe de volta antes que outra esteja a postos para substituí-la. Astronautas normalmente permanecem na ISS por períodos de seis a oito meses, contando com recursos médicos básicos para emergências.
Caminhada espacial cancelada
Em consequência direta do problema médico, a Nasa anunciou na quarta-feira (7) o adiamento de uma caminhada espacial que estava programada para a quinta-feira (8). Esta seria a primeira experiência de caminhada espacial para Zena Cardman, uma geobióloga de 38 anos que ingressou no corpo de astronautas em 2017.
Com informações da Reuters e da CNN.

