Agronegócio brasileiro deve ser maior beneficiado em acordo do Mercosul com União Européia
Decisão da União Europeia em Bruxelas abre caminho para aumento significativo das exportações do agronegócio nacional após negociação de 25 anos
Após mais de um quarto de século de negociações, o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia recebeu aprovação de uma maioria qualificada de países do bloco europeu. A decisão foi formalizada em Bruxelas na sexta-feira (9/1/2026), com o agronegócio brasileiro sendo apontado como o principal setor a se beneficiar de um aumento nas exportações, segundo informações da Economia. Este pacto, que envolveu representantes dos 27 Estados-membros da UE, aguarda ratificação e pode ser formalizado ainda este ano.
A carne bovina figura entre os principais destaques com projeções de crescimento no mercado europeu. Até novembro de 2025, as vendas brasileiras do produto para o bloco totalizaram US$ 820,15 milhões, um aumento notável de 83,2% em comparação com o período anterior de 2024. A União Europeia se consolida como um destino crucial, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos em volume de compras.
O segmento da carne de frango também demonstra um potencial significativo. Em 2025, o bloco europeu representou o sexto maior mercado para as exportações brasileiras, com embarques que somaram US$ 457,99 milhões.
Para a soja, a União Europeia já é um importante parceiro comercial, ocupando a terceira posição entre os destinos do produto brasileiro entre janeiro e agosto de 2025. Neste período, as exportações somaram 3,28 milhões de toneladas, gerando uma receita de US$ 6,15 bilhões.
Mesmo sendo um produto considerado sensível pelos produtores europeus, o açúcar brasileiro deverá expandir sua participação no mercado da UE gradualmente. O acordo prevê uma redução de tarifas, embora salvaguardas permaneçam para proteger o mercado interno do bloco.
