Passaporte de Eliza Samudio é encontrado em apartamento em Portugal
Um passaporte antigo em nome de Eliza Samudio foi encontrado em um apartamento de aluguel em Portugal no fim de 2025 e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que já comunicou oficialmente o achado ao Ministério das Relações Exteriores, em Brasília.
A informação foi apurada e divulgada com exclusividade pelo Portal LeoDias. Segundo a reportagem, o documento estava guardado entre livros em uma estante de um imóvel compartilhado.
O morador que localizou o passaporte relatou ao portal que reconheceu imediatamente a identidade ao ver a fotografia. Conforme o depoimento publicado, o reconhecimento ocorreu em razão da ampla repercussão do caso envolvendo Eliza Samudio no Brasil e no exterior.
Documento não tem segunda via e registra entrada em 2007
De acordo com a apuração divulgada, o passaporte está em bom estado de conservação, com todas as páginas intactas e sem indícios de adulteração. Ainda segundo o Portal LeoDias, não há registro de segunda via do documento.
O passaporte contém apenas um carimbo de entrada, datado de 5 de maio de 2007, sem qualquer anotação oficial de saída do país. O registro é anterior ao ano de 2010, quando ocorreu o assassinato de Eliza Samudio, conforme reconhecido pela Justiça brasileira.
Não foi possível identificar quem deixou o documento no local nem há quanto tempo ele permanecia no apartamento. Após a descoberta, o morador procurou a equipe do Portal LeoDias, que acompanhou a entrega formal do passaporte às autoridades consulares brasileiras em Lisboa.
Consulado confirma comunicação ao Itamaraty
Em nota encaminhada ao Portal LeoDias, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa informou que o achado já foi comunicado oficialmente ao Itamaraty. Segundo o órgão, o consulado aguarda orientações do Ministério das Relações Exteriores sobre os próximos procedimentos administrativos a serem adotados em relação ao documento.
A representação diplomática informou ainda que seguirá integralmente as determinações que forem repassadas por Brasília, conforme os protocolos oficiais para documentos dessa natureza.
Família não se manifesta e caso volta ao debate público
A mãe de Eliza Samudio, Sonia Moura, foi procurada pela reportagem para comentar a descoberta do passaporte, mas não havia se manifestado até a publicação da matéria.
O achado do documento voltou a chamar atenção para um dos casos criminais de maior repercussão do país nas últimas décadas. Eliza Samudio desapareceu em 2010, e seu corpo nunca foi localizado, fato que permanece registrado nos autos judiciais e nos inquéritos concluídos à época.

Autoridades descartam hipótese de que Eliza esteja viva
Após a divulgação da informação, surgiram especulações nas redes sociais levantando a possibilidade de que Eliza Samudio pudesse estar viva. Especialistas e autoridades ouvidas pelo Portal LeoDias descartaram essa hipótese.
Segundo as informações apuradas, o passaporte é antigo, não apresenta registros posteriores a 2007 e não há qualquer indício oficial de uso após esse período. Além disso, o caso passou por investigação extensa, julgamento e condenações reconhecidas pela Justiça brasileira.
Os autos judiciais incluem confissões, provas periciais e decisões transitadas em julgado. O achado do documento, embora incomum, não altera os fatos estabelecidos no processo criminal, conforme apontam especialistas citados pela reportagem.
Crime teve condenações, mas corpo nunca foi encontrado
Eliza Samudio foi assassinada em junho de 2010, aos 25 anos. As investigações concluíram que o crime ocorreu por determinação do então goleiro Bruno Fernandes, com quem Eliza teve um filho. Bruno foi condenado como mandante do homicídio, além dos crimes de sequestro e ocultação de cadáver.

Também foram condenados Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, apontado como executor do crime, e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, condenado por participação no sequestro e no cárcere privado.
Apesar das condenações e das confissões reconhecidas judicialmente, o corpo de Eliza Samudio nunca foi localizado, o que mantém o caso sob atenção pública mesmo após 15 anos.
