Bolsonaro é submetido a nova cirurgia para controlar crise persistente de soluços
O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro cirúrgico na tarde de terça-feira, 30, depois de apresentar nova crise de soluços que persistiu durante a manhã, e a equipe médica realizou um reforço no bloqueio do nervo frênico.
A informação sobre a nova interveção foi divulgada inicialmente pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em postagem nas redes sociais. “Meu amor apresentou quadro de soluços às 10h da manhã, que não cessaram até o momento. Diante disso, a equipe médica optou pela realização de um reforço no bloqueio do nervo frênico”
No início da noite, o Hospital DF Star, onde o ex-presidente está internado, divulgou boletim médico que detalha o quadro pós-operatório relacionado à cirurgia de hérnia inguinal realizada na semana anterior, e confirma a complementação do bloqueio anestésico dos nervos frênicos bilaterais após a nova crise de soluços.
O documento hospitalar informa também que “Deverá ser submetido a endoscopia digestiva alta, amanhã (31), para avaliação do refluxo gastroesofágico. Segue em fisioterapia respiratória, terapia de CPAP [aparelho para tratar apneia do sono] noturno e medidas preventivas para trombose”
O boletim é assinado pelos médicos Claudio Birolini, cirurgião geral, Leandro Echenique e Brasil Caiado, cardiologistas, Mateus Saldanha, radiologista intervencionista, Lauro Bogniotti, anestesiologista, e Allisson B. Barcelos Borges, diretor-geral do hospital, que constam como responsáveis pelas informações divulgadas.
Trata-se do terceiro procedimento realizado para bloquear o nervo frênico com o objetivo de conter as crises de soluços. Bolsonaro já havia sido submetido a operação no lado direito no sábado, 27, e a outro procedimento no lado esquerdo na segunda-feira, 29, antes do reforço aplicado nesta terça-feira.
O ex-presidente está internado no Hospital DF Star desde o dia 24 de dezembro e foi operado de hérnia inguinal no dia de Natal. Anteriormente os médicos haviam indicado a previsão de alta pelo menos até quinta-feira, 1º de janeiro, mas a nova intervenção aumenta a probabilidade de extensão do período de hospitalização.
Bolsonaro havia sido autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a deixar a Superintendência da Polícia Federal em Brasília para a transferência ao hospital, enquanto cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela condenação pela trama golpista.

