Embaixador do Brasil na ONU pede fim da ação militar dos Estados Unidos contra Venezuela
Em Nova York, durante a sessão do Conselho de Segurança nesta terça-feira (24), o embaixador do Brasil junto à Organização das Nações Unidas, Sergio Danese, criticou a ação militar norte-americana contra a Venezuela e solicitou sua cessação imediata.
No seu posicionamento, o representante apontou que as operações em curso contrariam o ordenamento jurídico internacional e devem ser substituídas por instrumentos civis e legais.
“violações da Carta das Nações Unidas e, portanto, devem cessar imediata e incondicionalmente em favor da utilização dos instrumentos políticos e jurídicos amplamente disponíveis”
Em seguida, Danese defendeu que o caminho adequado para a resolução das tensões passa pelo diálogo direto entre os governos, sem coerção, e reafirmou a disposição do Brasil em apoiar negociações pacíficas.
“convida ambos os países a um diálogo genuíno, conduzido de boa-fé e sem coerção”
O embaixador registrou também que o presidente Lula manifestou a intenção de atuar como mediador em um eventual acordo entre Estados Unidos e Venezuela e que o governo brasileiro acata e respalda eventuais iniciativas do secretário-geral da ONU.
Danese ressaltou o compromisso sul-americano com a paz e enfatizou a importância de relações de vizinhança pautadas pelo direito internacional.
“respeitando o direito internacional e com boas relações entre vizinhos”
Ao explicar por que a contenção do conflito é prioridade regional, o representante alertou para os efeitos que uma escalada poderia ter além das fronteiras da América do Sul.
“já que em última instância, um conflito na região poderia ter repercussões em escala global”
O debate ocorreu em meio à exposição de que os Estados Unidos, por ordens do presidente Donald Trump, intensificaram um cerco militar à Venezuela. As ações norte-americanas têm por objetivo retirar Nicolás Maduro do poder e são acompanhadas da acusação de que o presidente venezuelano chefia um cartel narco-terrorista.
Fontes citadas no encontro lembraram ainda que o presidente Trump vem nas últimas semanas ameaçando invadir o território venezuelano, o que reforçou o apelo brasileiro por solução negociada e respeito às normas internacionais.

