‘Modo turbo’: Mascote de 12 anos rouba a cena e disputa prova de natação contra crianças |vídeo
Um competidor de quatro patas roubou a atenção na Gala da Prefeitura de Tshwanena, na África do Sul, ao participar de uma prova oficial de natação ao lado de crianças. Brinjal, um cão de 12 anos e mascote da Northern Tigers Swimming (NTS), completou sua oitava participação no evento e o vídeo de sua performance repercutiu nas redes sociais devido à desenvoltura do animal na piscina e ao comportamento inusitado durante a largada.
As imagens mostram o cão posicionado na borda como um atleta profissional. Antes mesmo do sinal sonoro, ele mergulha na água, mas interrompe o nado, olha para os lados e aguarda o alinhamento das crianças antes de seguir o percurso no estilo “cachorrinho” até o outro lado. A atitude gerou comentários de internautas que brincaram com a situação, afirmando que ele “queimou a largada“, mas teve a “humildade” de esperar os adversários para evitar contestações.
Histórico de atleta
Brinjal representa o Royal Fins Aquatic Club e frequenta as competições desde 2016. Segundo a família, residente em Pretória, o animal completará 13 anos em fevereiro de 2026 e não demonstra sinais de aposentadoria. A tutora, Ancheri Luus, relatou em entrevista ao portal Good Things Guy que o cão sempre teve afinidade com a água e, na juventude, cumpria uma rotina de 20 a 30 voltas diárias em uma piscina de 25 metros. Com o avanço da idade, o ritmo diminuiu para cerca de 10 voltas por dia, suficiente para manter a saúde e o status de celebridade local, com direito a artigos em sites norte-americanos.
Aptidão e raças
A performance de Brinjal ilustra uma capacidade que não é universal entre os caninos. Dados do American Kennel Club (AKC) indicam que a ideia de que todo cachorro sabe nadar instintivamente é equivocada. Enquanto raças como Labrador, Golden Retriever e Cão de Água Português foram desenvolvidas para o trabalho aquático e possuem facilidade de locomoção, animais de pernas curtas, corpo alongado ou braquicefálicos (focinho achatado) enfrentam dificuldades naturais de flutuação e respiração.
O AKC ressalta que a primeira experiência do animal influencia o desempenho futuro. A introdução incorreta pode gerar traumas permanentes, e até cães que gostam de água podem correr riscos se não forem supervisionados.

Segurança e uso de coletes
Especialistas em natação canina, como a treinadora Michele Godlevski, alertam que jamais se deve jogar o animal na água na expectativa de que ele aprenda sozinho. O método correto envolve paciência, reforço positivo e o uso de equipamentos de segurança. A recomendação técnica é a utilização de coletes salva-vidas, inclusive para nadadores experientes como Brinjal.
O equipamento auxilia na flutuação, mantém a cabeça do animal fora da água e facilita o resgate em casos de fadiga, desorientação ou correntes imprevistas. Para os iniciantes, o colete corrige a postura e evita a chamada “tração dianteira”, erro comum em que o cão utiliza apenas as patas da frente e deixa as traseiras afundarem, o que torna o nado ineficiente e cansativo.
Protocolos de treino
As diretrizes de segurança incluem a escolha de coletes com cores vibrantes e alças resistentes, além da supervisão constante. A orientação técnica limita as sessões de natação a no máximo 10 minutos para prevenir a intoxicação por água, condição perigosa causada pela ingestão excessiva de líquido durante o exercício. O treinamento deve contemplar ainda o ensino da saída segura da piscina. Para os animais mais medrosos, a observação de outros cães entrando na água funciona como uma “aula demonstrativa” eficaz para reduzir a insegurança.
